"Teoria da Relatividade como ponto de fuga e convergência em um Currículo Emancipatório”
Ensino de Física; Currículo Mínimo do RJ; Relatividade; Interdisciplinaridade.
Este trabalho surge do questionamento em relação à formação necessário dos professores da área de Física em relação a conteúdos de ensino (saber a ensinar) dentro da relação ternária saber/aprendiz/educador, em específico, conteúdos de física moderna, referentes à relatividade restrita e geral de Einstein, que fazem parte do conteúdo programático do Curriculo Mínimo do Estado do Rio de Janeiro, colocado para o 3º bimestre do 1º ano do Ensino Médio. Pela sua complexidade, estes temas constituem um verdadeiro desafio à transposição didática, gerando em muitos professores um sentimento de descrença em relação à viabilidade de sua implementação.
Nesse sentido, nossa pesquisa busca explorar os fundamentos desta dificuldade docente, mostrando que existem caminhos dentro da relação ternária mencionada que facilitam a transposição didática e o processo de aquisição deste saber. Propomos, assim, o caminho da transversalidade e interdisciplinaridade, mostrando que as relações que eventualmente existem entre expressões culturais e de saber aparentemente tão distintos, como a Arte e a Física. Para isso, fizemos pesquisa bibliográfica que levou ao paralelo entre a produção artística de Pablo Picasso e científica de Albert Einstein, permitindo, através dessa interdisciplinaridade, uma contextualização de conceitos físicos, de outra forma, bastante abstratos.
Esse trabalho objetiva como produto final uma oficina didática voltada para o ensino do tema da Relatividade de Einstein, de uma forma eminentemente conceitual e com abordagem matemática absolutamente compatível com os conhecimentos dos estudantes do Ensino Médio do Estado do Rio de Janeiro.