CURRÍCULO NARRATIVO E HISTÓRIAS DE VIDA: CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS A RESPEITO DOS SERES VIVOS NO ENSINO FUNDAMENTAL
Currículo narrativo, perspectiva pós-crítica, aprendizagem narrativa.
Este trabalho foi parte integrante de uma dissertação e visou compreender como as histórias de vida dos estudantes das séries iniciais – especificamente do terceiro ano do Ensino Fundamental de uma escola pública situada no Município de Seropédica, RJ – entrelaçaram a aprendizagem dos conhecimentos de Ciências a respeito dos seres vivos. Nesta pesquisa, localizou-se o objeto de estudo no currículo narrativo proposto por Goodson (2008), uma perspectiva pós-crítica que problematizou o currículo prescrito e destacou um currículo construído a partir da aprendizagem narrativa e do capital narrativo. A pesquisa foi de cunho qualitativo e foi desenvolvida fontes empíricas textuais (sejam as oficiais ou não), orais/narrativas e recursos visuais. No que tangenciou as fontes textuais, utilizei a história institucional oficial, os textos produzidos pela docente da turma e um questionário que visou compreender os conceitos a respeito dos seres vivos que os estudantes já apresentavam. Relativo as fontes orais/narrativas, utilizei o diário de campo, o filme “Rio”, trechos do filme “Baby, o porquinho” e um vídeo de curta duração do Youtube, o depoimento dos estudantes coletados através das reflexões realizadas coletivamente a respeito dos filmes propostos, entrevistei estudantes ao final das atividades. A preocupação expressa nas experiências prévias dos estudantes, as quais foram produzidas em múltiplos espaços formativos de seu perfil identitário, foram relevantes a este trabalho. Quanto confrontados em situações de construção de conhecimento, os estudantes recorriam aos seus diversos espaços de formação, procurando significar sua aprendizagem. O enfrentamento e as disputas do espaço da lógica de prescrição e da narração foi um fator que levou a compreensão de que apesar da lógica prescritiva estar instaurada na realidade do modelo Educacional Brasileiro, a movimentação do sujeito nos espaços de contextos de produção contemporâneos tem sido muito potencializador de uma pressão por um trânsito e/ou mudança de perspectiva teórica.