CONHECIMENTOS POPULARES DOS ALUNOS COMO REFERÊNCIA PARA ENSINO DEBOTÂNICANO ENSINO MÉDIO
aprendizagem significativa, conhecimento científico, senso comum, didática, Botânica, Etnobotânica.
O presente trabalho objetiva contribuir e/ou reativar a discussão em torno de uma didática mais consoante com as realidades dos alunos, partindo da convicção de que abordagens com conteúdos mais familiares tem maior poder de despertar interesse e, portanto, maior atenção. Para tanto, busca equacionar os possíveis pontos de junção entre as suas diferenciadas visões de mundo. Nesta pretensão foi eleita a disciplina de Botânica, normalmente ministrada de forma mecanicista, à qual é acrescido o obstáculo de nomenclaturas de difícil pronúncia que interfere na memorização e mesmo no seu entendimento, fatores estes extremamente desestimulantes para um aprendizado consequente. A iniciativa de unir o estudo de plantas medicinais e mesmo rituais a este processo, tem como subsídio o fato de resgatar estes saberes ancestrais paulatinamente relegados a meras sobrevivências, por conta da uma acelerada urbanização e industrialização. Para estabelecer uma sistemática se fez necessária a construção de uma sequência didática problematizadora que foi elaborada através da aplicação de questionários que forneceram os subsídios necessários. De toda sorte, a execução desta dissertação, independente de seus acertos e possíveis equívocos, se desdobra em duas vertentes: sedução e resgate. De um lado, a necessária e urgente sedução dos alunos, através de um aprendizado significativo consciente e prazeroso que complementa os seus conhecimentos preexistentes e, de outro, uma recuperação de um conhecimento que foi fundamental para o desenvolvimento farmacológico e que hoje é descartado em função de uma lógica ancorada na causa eficiente da modernidade, de uma ciência enquanto apenas técnica.