O ENSINO DE ANÁLISE COMBINATÓRIA NO ENSINO FUNDAMENTAL II: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA COM MATERIAIS MANIPULÁVEIS
Análise combinatória; Raciocínio combinatório; Educação matemática; Materiais manipuláveis; Letramento matemático.
O ensino da matemática se apresenta como um grande desafio para professores e alunos. São notórias as dificuldades encontradas nos diferentes níveis de ensino. Com o intuito de minimizar tais obstáculos de aprendizagem, o presente trabalho tem como objetivo investigar de que forma o uso de materiais manipuláveis colabora com a construção do raciocínio combinatório em alunos do Ensino Fundamental II. Para tanto, apresento, inicialmente, uma breve descrição histórica do conhecimento matemático na humanidade, com especial atenção para os sistemas de numeração e análise combinatória. Abordo, ainda, um estudo sobre as propostas curriculares que mostram como a matemática, mais especificamente a análise combinatória, aparece nos documentos oficiais: Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Além disso, em seguida, dialogo sobre conceitos e implicações do estudo da linguagem como lente para o debate em torno das dificuldades do raciocínio combinatório. Sob essa perspectiva, disserto sobre a definição de letramento matemático e o desempenho dos estudantes brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). Com o intuito de contribuir com a redução das dificuldades no processo de ensino-aprendizagem em matemática, é discutida a importância que existe em investir nas pesquisas relacionadas à educação matemática. Nesse sentido, na aposta de que utilizar uma metodologia concreta para o ensino da análise combinatória contribui significativamente para a compreensão de conceitos matemáticos importantes para o desenvolvimento dos estudantes, foram aplicadas três atividades: Criando Emojis, Trabalhando com os números e Minecraft, que possibilitaram elaborar a criação de um caderno de orientações para professores como produto desta dissertação. Para finalizar, foi possível inferir que o uso de materiais concretos, além de motivar o estudante, contribui para uma relação mais próxima entre professor-aluno e entre aluno-aluno, além de contribuir para melhor compreensão dos conceitos relacionados à análise combinatória.