A CRISE DO EMPREGO: MUDANÇAS ECONÔMICAS E PRODUTIVAS NA BAIXADA FLUMINENSE NO SÉCULO XXI
Crise do Emprego; Baixada Fluminense; Reestruturação Produtiva
A mudança do regime de produção e do neoliberalismo a partir de 1990 trouxe no capitalismo uma reestruturação produtiva que alterou todas as dinâmicas espaciais e produtivas e ditou novas organizações de trabalho. De forma geral, é notório que este processo instaurou um desemprego estrutural que vai afetar principalmente as regiões periféricas. No estado do Rio de Janeiro, a reestruturação impõe uma descentralização das indústrias que atinge diretamente a Baixada Fluminense ao ter que se submeter à novas dinâmicas para atender às demandas internacionais impostas. A partir de uma estrutura que já apresentava condições precárias em termos de saúde, educação, moradia, desigualdade, renda, etc, ao se deparar com novos investimentos que vão desarranjar toda a dinâmica
espacial, a Baixada lida com novas volatilidades que vão afetar principalmente os indicadores sociais e econômicos que podem ser visualizados primeiramente na percepção do mercado de trabalho formal. A partir da diminuição da formalidade no emprego, perda de direitos trabalhaistas, flexibilização e desregulamentação do mercado, a Baixada encara um novo desafio além de todos os que a região já precisa enfrentar ao ser um um território periférico fluminense. Composta por 13 municípios, ainda lida com diferenças regionais que vão expressar segregações e aglutinações que formam periferias dentro de periferias que absorvem com muito mais intensidade as consequências destas mudanças produtivas. Através da análise do mercado de trabalho formal a partir do séc. XXI, percebe-se como estas mudanças afetam diretamente as regiões nos quais concentram a maior parte da classe trabalhadora em momentos de vulnerabilidade, com a intensificação da precarização do trabalho e da terceirização. A dissertação apresentada possui a finaldiade de apresentar a região da Baixada Fluminense e seu processo de reestruturação produtiva que pode ser marcada como um laboratório de experiências de novos negócios dessas novas dinâmicas instauradas do capitalismo a partir da ideologia neoliberal e acumulação flexível. Para isso, dados de variáveis econômicas são expostas para identificar as singularidades dos
municípios envolvidos nesta nova dinâmica e instigar possíveis reflexões para que a região enfim consiga atingir um desenvolvimento social baseado em políticas públicas voltadas para os problemas de distribuição de renda e desigualdade social.