A FOTOGRAFIA DE NATUREZA COMO FERRAMENTA PARA SENSIBILIZAÇÃO E DIVULGAÇÃO DE UNIDADES DE
CONSERVAÇÃO DA BAIXADA FLUMINENSE
Biogeografia, Percepção Ambiental, Ciência Cidadã, Geofotografia, Educomunicação.
Esta pesquisa de mestrado engloba cinco Unidades de Conservação pertencentes a região da
Baixada Fluminense, especificamente aos municípios de Seropédica, Queimados, Nova
Iguaçu e Mesquita, além de parte do município do Rio de Janeiro. As UCs são: Floresta
Nacional Mário Xavier, APA Horto Municipal Luiz Gonzaga de Macedo, Parque Estadual do
Mendanha, APA do Gericinó-Mendanha e Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu. As
áreas protegidas da Baixada Fluminense sofrem por muitos estereótipos e acabam sendo
invisibilizadas, mesmo fazendo parte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ao
ressignificar os olhares, os cenários podem mudar e enfim esses espaços podem ser
valorizados pela população, tanto pelos serviços ecossistêmicos prestados, quanto por sua
conservação e por abrigar uma imensa biodiversidade. No sentido de transmutar, a fotografia
tem ganhado cada vez mais visibilidade e importância, principalmente devido ao poder de
unir sentimentos individuais vividos em uma experiência. No que tange ao objetivo do
trabalho, a finalidade é explorar a fotografia como ferramenta para a conservação e
divulgação científica desses espaços, como também uma arte possível de criar novas redes, ao
fazer a ligação entre a sociedade, poder público e a comunidade acadêmica. O trabalho foi
elaborado inicialmente com o levantamento bibliográfico dentro dos conceitos de paisagem,
fotografia, conservação, ciência cidadã e percepção ambiental. A metodologia se pauta em
métodos qualitativos de ciência cidadã e pesquisa ação, sendo criado um concurso fotográfico
concomitantemente a trabalhos de campo nas UCs citadas, a fim de fotografar a natureza e
vivenciar estes locais. Com as fotografias realizadas pela autora desta pesquisa e com a junção
de fotografias feitas pela população, foi organizado uma exposição virtual, com posterior
aplicação de questionário aos visitantes para melhor compreender suas percepções
socioambientais a partir do uso da fotografia nas UCs pesquisadas. Através das análises da
criação do concurso e das atividades realizadas foi possível perceber o quanto trabalhar com
arte nas Unidades de Conservação pode ajudar na mudança de como a população enxerga
esses espaços. Para além disso, as mídias digitais podem ser ferramentas valiosas para a
ciência por aproximarem a população. Assim foi verificado, que aliar educação e percepção
ambiental a ciência cidadã contribui na divulgação das áreas protegidas, aumenta o uso
público, possibilita novas redes em esferas distintas, além de fortalecer o sentimento de
pertencimento dos envolvidos, sensibilizando a sociedade a proteger a biodiversidade das
UCs que os cercam.