Banca de QUALIFICAÇÃO: CAROLINE GONÇALVES REZENDE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CAROLINE GONÇALVES REZENDE
DATA : 13/12/2024
HORA: 16:00
LOCAL: Remoto
TÍTULO:

COLONIALIDADE NA ESCOLA SOCIOEDUCATIVA: UM OLHAR CRÍTICO PARA A CONSTRUÇÃO DE NOVOS CAMINHOS

 


PALAVRAS-CHAVES:

Socioeducação; escola socioeducativa; colonialidade; decolonialidade.


PÁGINAS: 40
RESUMO:

Esta pesquisa tem como tema central a escola da socioeducação. Pouco conhecida e pouco discutida no campo da geografia, esta escola está presente dentro de unidades socioeducativas, e existe em função de um parâmetro legal que pune adolescentes cometedores de atos infracionais, em última instância, com a privação de liberdade. Em outras palavras, adolescentes infratores podem de acordo com a Lei perder sua liberdade e serem internados em espaços de reclusão, e para que seja garantido a eles o direito de oferta educacional, existem escolas próprias dentro destes espaços. A escola da socioeducação apresenta algumas especificidades que se traduzem em problemas. Julião (2016) discute a diferença sistemática entre ser uma escola “na prisão” e uma escola “da prisão”. Ser uma escola “na prisão” reflete, por exemplo, na dinâmica de funcionamento e no estado emocional dos adolescentes. Em contrapartida, dificuldades também surgem por ela não ser encarada como uma escola "da prisão". Não existir políticas educacionais específicas no que se refere à estruturação e organização de conteúdos é, em si, uma evidente questão a ser refletida. O modelo de escola “da pista” [AL1] [AL2] que muitas vezes contribui para a exclusão destes adolescentes é replicado no ambiente socioeducativo. Desta forma, observa-se uma inadequação de jovens em cumprimento de medidas socioeducativas à educação que lhes é ofertada. Analisando a partir de teorias que discutem a colonialidade, trata-se de investigar a escola da socioeducação e buscar compreender de [AL3] que modo o modelo dominante de educação é colocado em prática em um espaço de privação de liberdade[AL4] . O apagamento de suas identidades enquanto grupos e indivíduos é uma das violências que estes jovens sofrem no que se refere à educação colonizada. No entanto, o outro lado da moeda da imposição cultural da colonialidade na formação desses indivíduos, faz desses mesmos jovens cometedores de violências com outros grupos, como mulheres, homossexuais e religiões  de matriz africanas. Sendo assim, partindo da ideia de que a escola socioeducativa é estruturada a partir de um modelo institucional excludente e violento, este trabalho tem por objetivo principal observar e refletir sobre as marcas da colonialidade presentes no Colégio Estadual Irmã Terezinha de Barros (CEITB), situado no Centro de Socioeducação Irmã Asunción de La Gándara Ustara (CENSE VR) em Volta Redonda, interior do estado do Rio de Janeiro. A pesquisa tem caráter qualitativo e a metodologia utilizada inclui revisão bibliográfica sobre privação de liberdade, socioeducação, colonialidade/decolonialidade e educação decolonial. Inclui-se ainda entre os procedimentos metodológicos a análise das legislações relacionadas ao tema e a observação participante do cotidiano escolar, que é campo deste estudo, possibilitada pela minha atuação como docente na escola.  

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1657619 - ANITA LOUREIRO DE OLIVEIRA
Interna - 1946744 - ROBERTA CARVALHO ARRUZZO
Externa à Instituição - ANA CLÁUDIA CARVALHO GIORDANI
Notícia cadastrada em: 16/12/2024 09:12
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