NÃO TEM IPANEMA, NÃO TEM PAQUETÁ, PRAIAS DA ILHA EM PRIMEIRO LUGAR: PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE DIFERENTES GERAÇÕES SOBRE AS TRANSFORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS OCORRIDAS NAS PRAIAS DA ILHA DO GOVERNADOR/RJ
Percepção ambiental, Ilha do Governador , uso de solo, geografia humanística.
As percepções em relação aos lugares podem sofrer mudanças de acordo com a geração que o percebe, pois diversas transformações socioambientais ocorrem ao longo do tempo. Sendo assim, essa pesquisa buscou analisar a percepção ambiental de 3 grupos etários distintos em relação a duas praias da Ilha do Governador/RJ, a saber: Praia de São Bento, no bairro do Galeão e Praia da Bica, no bairro do Jardim Guanabara. A pesquisa propõe analisar as transformações ocorridas nessas praias ao longo do tempo a partir do olhar de diferentes gerações de frequentadores. Ao investigar as percepções ambientais e os efeitos das mudanças urbanas e ecológicas, o estudo procura compreender de que forma a vivência nesses espaços contribuiu para a construção da identidade local e para o modo como a população se relaciona com o ambiente litorâneo. A dissertação tem como objetivo geral analisar a percepção ambiental de diferentes gerações sobre as transformações socioespaciais ocorridas nas praias da Ilha do Governador, RJ Este estudo busca entender como distintas faixas etárias interpretam e avaliam as alterações socioespaciais que impactaram essas áreas ao longo do tempo, considerando a importância dessas percepções para o planejamento e a gestão sustentável do espaço urbano. A metodologia da pesquisa apresenta da seguinte forma, a construção do levantamento bibliografico utilizando conceitos como percepção ambiental, espaço, lugar, topofilia, topofobia e o histórico de ocupação da Ilha do Governador. Posteriormente, foi realizada a discussão sobre os conceitos, também foram realizados os trabalhos de campo e as entrevistas com antigos e frequentadores atuais das praias. Como última etapa foi realizada as análises das entrevistas que utilizou com base na Análise Textual Discursiva (ATD) de Moraes e Galiazzi (2006; 2016). Através da pesquisa foi possível constatar que ambas as praias apresentam dinâmicas distintas entre suas funções diurnas e noturnas e também sobre o público que apresenta preferência entre cada turno. Em sua maioria o grupo etário de 20 a 30 anos procuram as praias à noite para lazer em trailers e quiosques, o grupo de 40 a 60 anos procura a praia em ambos os horários, mas em especial para a prática esportiva na Praia da Bica e pescaria na praia de São Bento, já o terceiro grupo apresentam uma visão mais nostálgica das praias que em suas lembranças estão associadas a praias limpas, que ofereciam um lazer completo, unindo o banho de mar à presença de quiosques para alimentação, utilizam as praias na parte da manhã para lazer nos trailers e restaurantes.