Educação Geográfica para o risco climático: um estudo de caso da realidade de Japeri, RJ sobre as precipitações pluviométricas, a partir do olhar do 6° ano do ensino fundamental da Escola Municipal João XXIII
Educação geográfica , risco climático; ensino da climatologia; precipitação;
Japeri-RJ.
As mudanças climáticas estão sendo alvo de grandes debates, dentre seus acontecimentos,
estão as fortes chuvas, que acarretam grandes efeitos para a população. Como é o caso dos
acontecimentos mais recentes no Rio Grande do Sul (2024/2025), Petrópolis (2022/2024),
Ubatuba (2025), Minas Gerais (2026), inclusive no município de Japeri-RJ, no ano de 2024
(foco deste estudo). Diante desse contexto, o interesse em desenvolver esta pesquisa surgiu a
partir do contato com três escolas da rede pública. Ao longo das práticas pedagógicas
realizadas nesses espaços, foi possível observar que os estudantes não percebiam a influência
das precipitações em suas atividades cotidianas, tampouco reconheciam os riscos presentes
em seu dia a dia. Assim, o presente estudo, teve como objetivo “analisar a importância de
trabalhar com os riscos climáticos relacionados às chuvas com o 6° ano do ensino
fundamental na Escola Municipal João XXIII, no município de Japeri,RJ a fim de
desenvolver uma educação geográfica para os riscos”. Acredita-se que o educar
geograficamente para o risco climático pode contribuir com a transformação social,
desenvolvendo a consciência crítica. E, por isso, para o desenvolvimento metodológico da
pesquisa, de caráter qualitativo, foi adotado a análise do livro didático do 6° ano indicado pela
rede municipal de educação de Japeri-RJ, análise do seu planejamento curricular, entrevista
com a Defesa Civil do município, além de um conjunto de atividades envolvendo a
participação da comunidade, observação dos estudantes, produção da cartografia social e
maquetes. Fortalecendo o diálogo, construção coletiva e a participação da turma do 6° ano da
Escola Municipal João XXIII (Japeri-RJ). Nesse viés, demonstrando como a educação
geográfica para o risco pode contribuir com a prevenção dos riscos climáticos, podendo ter
como ponto de partida às escolas, e as possibilidades de trabalhar com a temática do risco
atrelada ao ensino da climatologia, articulando a teoria à prática de modo significativo e
próximo ao cotidiano. Como resultado obtido na pesquisa, notamos que o educar
geograficamente para o risco é imprescindível no desenvolvimento dos sujeitos sociais e
precisa ser trabalhado de forma efetiva no espaço escolar, já que, conforme as análises no
material didático, a temática é inserida paralelamente a outras abordagens, de forma
superficial e restrita, possibilitando uma ponte a partir de outras abordagens. Por sua vez, não
estando inserida de forma permanente no planejamento, urge a necessidade de repensar o
currículo. Além disso, constatamos que há indivíduos inseridos no contexto de risco, mas não
identificam e/ou não sabem como agir, (como apontado nas pesquisas), tampouco percebem
que esses resultados são consequências das intervenções humanas. Dessa forma, o uso das
práticas pedagógicas favoreceram o aprendizado e compreensão dos alunos do 6° ano de
forma mais facilitada, contribuindo com a formação preventiva e responsabilidade ambiental
dos educandos, construindo a noção de pertencimento ao lugar, ao espaço e para a sua
realidade. Logo, a dissertação evidenciou o papel da escola não como um local passivo, mas
como um laboratório vivo, um espaço de preparo para a cultura da prevenção do risco e
resiliência da comunidade.