TETÃ, TEKOHAS,TERRITÓRIOS E RESISTÊNCIAS: OS GUARANI E KAIOWÁ E A FRONTEIRA BRASIL-PARAGUAI
Território; Guarani e Kaiowá; fronteira internacional;
Os Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, sofre ao longo dos anos uma sistemática e violenta expulsão de seus territórios. Essas ações refletiram na vida dos indígenas, em sua alimentação, religiosidade, economia. Para os Guarani e Kaiowá, a terra é intrínseca ao seu modo de ser e viver. No caso do Mato Grosso do Sul, na região do cone sul onde é localizado o grupo étnico citado, a proximidade com a fronteira internacional se apresenta como uma questão, pois em todo o território nacional as fronteiras são associadas a áreas de vulnerabilidades, com diversos casos de violência, disputa pelo controle de rotas de contrabando, narcotráfico, entre outras. Nesse sentido, a fronteira internacional pode ser vista como uma problemática enquanto contexto da disputa territorial entre indígenas e fazendeiros, que tem diferentes construções de território e fronteira. A fronteira internacional entre o Brasil e o Paraguai foi demarcada através de uma lógica colonial, atravessando a organização dos Guarani e Kaiowá. Os guarani manifestam sua espacialidade em continuidade a sua ontologia, o que gera embates e questionamentos para favorecer os fazendeiros nos conflitos e direito a terra. Desse modo, através do levantamento bibliográfico e de dados publicados em veículos de mídia analisamos a relação do Guarani e Kaiowá com a fronteira internacional.