ESPAÇO CORPORIFICADO: QUEERIZAR AS DIFERENÇAS PELA POLÍTICA INTERSECCIONAL DA EXISTÊNCIA PARA SUBVERTER A GEOGRAFIA DA ESCOLA
Espaço escolar; Queer; Produção do espaço.
A escola pode ser entendida como um espaço de emancipação, mas também como um espaço de opressão. Isso porque o espaço escolar está permeado por normas de disciplinarização que buscam homogeneizar as diferenças presentes nesse espaço sem que elas sejam excluídas de seu interior. Portanto, a escola pode ser compreendida como um espaço abstrato, em que as diferentes existências sofrem violências e opressões constantes por serem consideradas desviantes do padrão imposto, como a cis-heteronormatividade branca, abstraindo-as do processo de produção desse espaço. E esses corpos desviantes grafam o espaço com suas trajetórias de vida que são marcadas por questões de gêneros, sexualidades e raças. Assim, há a necessidade de se repensar a Geografia da Escola, queerizando as diferenças que são produzidas e que produzem o espaço escolar. Portanto, a produção do espaço escolar passa pela perspectiva do espaço corporificado, repensando a importância do corpo no processo de produção do espaço, construindo outros horizontes para o trabalho com as diferenças na escola.