MULHERES NEGRAS E A ESPACIALIDADE DO TRABALHO DOMÉSTICO: UMA ANÁLISE GEOGRÁFICA DE RAÇA E GÊNERO
espacialidade do lar; trabalhadora doméstica; trabalho doméstico.
O objetivo geral da pesquisa é entender de que forma a espacialidade relacional doméstica contribui para grafar os corpos das trabalhadoras domésticas negras, os costumes escravocratas e uma consequente reafirmação de seus lugares de subalternização, aproximando-as das características atribuídas às “mucamas permitidas”. Como contraponto, as referências a intelectuais negras revelam que uma virada epistemológica na Geografia tem a ver com a instrumentalidade analítica da interseccionalidade, por isso o trabalho se justifica na escolha deste tema como fundamental à pesquisa geográfica especialmente em um momento como o que estamos atravessando, quando as práticas relativas ao cuidado nunca foram tão necessárias, ainda que seguindo desvalorizadas, colocando as trabalhadoras doméstica em desvatagens relativas à violação de direitos. A metodologia desta pesquisa gira em torno de dois eixos: (i) da revisão sistemática das literaturas, por meio da coleta de referências no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES com base em um método quali-quantitativo de análise de temáticas e das referências teóricas no campo das Geografias Femiistas e Geografias Negras e das racialidades; e (ii) da coleta de alguns relatos retirados do Livro “Eu, empregada doméstica: a senzala moderna é o quartinho da empregada”, da autora Preta-Rara, que permite a inserção de um método narrativo ancorado no feminismo negro e nas Geografias Feministas Decoloniais.