Pretas Raras: Memória, ancestralidade e vivências de mulheres negras trançadeiras como caminho metodológico para uma interpretação geográfica dos territórios e da sociedade
geografias negras; trancistas; ancestralidade
A hipótese da pesquisa aponta para as trançadeiras como pretas raras, que por meio da ancestralidade, do cuidado e da responsabilidade racial que decorre de suas vivências e saber-fazer revelam-se elos fundamentais para a interpretação da realidade, dos territórios e de experiências que permitem um reconhecimento enquanto povo mesmo em uma circunstância de atravessamento do racismo, que ao dividir e operar para o apagamento da memória, têm negado o direito de nos (re)conhecermos em nossa identidade africana coletiva e individual e prosperar desse lugar. A trançadeira é um patrimônio cultural africano e diaspórico que precisa se apropriar desse lugar.