EDUCOMUNICAÇÃO E CONSERVAÇÃO: CAMINHOS PARA A VISIBILIDADE DE ÁREAS PROTEGIDAS NA BAIXADA FLUMINENSE
educação ambiental, conservação da natureza, práticas ambientais, educomunicação ambiental, unidades de conservação.
A área de estudo desta dissertação contempla a região denominada como Baixada Fluminense,
a qual contempla 13 municípios do Estado do Rio de Janeiro, os quais circundam a capital do
Rio de Janeiro, formando a periferia metropolitana, a qual é marcada por estereótipos atribuídos
às questões sociais e econômicas da região, sobretudo a violência, pobreza e degradação
ambiental. Tais características refletem na conservação e visibilidade das áreas protegidas dessa
região, a qual possui 77 Unidades de Conservação (UCs), sendo 52 municipais, 12 estaduais e
13 federais. Diante do grande número de UCs, as quais representam em sua maioria
remanescentes do Bioma Mata Atlântica, destacam-se pelos inúmeros serviços ecossistêmicos
ofertados, além de salvaguardar uma rica biodiversidade, tornando-se fundamental o debate
sobre formas de aumentar a conservação desses espaços, como maneiras de visibilizá-los. Nesse
sentido, a presente pesquisa visa debater os fatores que impulsionam a invisibilidade de UCs
periféricas e o papel da educomunicação ambiental na visibilidade e conservação das áreas
protegidas na Baixada Fluminense. Para subsidiar tal debate, foi construído uma base de dados
a partir de informações disponibilizadas principalmente pelo site do ICMBio e INEA, além de
páginas oficiais de divulgação das UCs da Baixada Fluminense. Ao analisar os dados foi
possível entender alguns fatores prejudiciais à conservação desses espaços, como também ao
seu uso quando permitido. Desse modo, observou-se que uma alternativa para reverter esse
cenário de invisibilidade é incentivar a sociedade a se tornar ativa na conservação, ou seja,
ocupar o papel de protagonista na conservação, fortalecendo o sentimento de pertencimento à
natureza. Assim, a educação ambiental e a educomunicação ambiental se trabalhadas em
conjunto podem oferecer subsídios para a viabilização desses espaços, contribuindo para sua
conservação.