Banca de DEFESA: RENAN PAIVA DE SOUZA LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RENAN PAIVA DE SOUZA LIMA
DATA : 14/12/2023
HORA: 09:00
LOCAL: ClimaEnGeo
TÍTULO:

GEOGRAFIA E CINEMA: UMA DISCUSSÃO SOBRE AS PAISAGENS NARRATIVAS DE CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS.


PALAVRAS-CHAVES:

Geografia e Cinema; Geograficidade; Paisagens Narrativas; Novos Horizontes; Migrações;.



PÁGINAS: 104
RESUMO:

A proposta que dá origem a esta dissertação em formato de ensaio teórico busca trazer uma contribuição para a geografia humanista-cultural a partir da análise geográfica e pela linguagem/componentes da estética cinematográfica construindo o que se convenciona chamar de “geografias fílmicas” que estão a nos propor pensamentos acerca do espaço, não só resultantes de alusões literárias, por verossimilhança visual e sonora, a uma realidade além do cinema, mas também de movimentos imaginativos resultantes do encontro inusitado nessas imagens e sons de outras formas de conceber e viver o espaço como dimensão da existência humana. O presente trabalho se estrutura em aproximações e uso da ação da percepção entre a realidade de mundo e espaços tempos entre os personagens do filme brasileiro Cinema Aspirinas e Urubus (2005), um filme pensado no gênero “filme de estrada”( road movie) do diretor e cineasta brasileiro Marcelo Gomes, que recria em longa metragem as lembranças da sua infância das histórias contadas por seu avô Ranulpho Gomes vivenciadas no sertão da Paraíba. Como objetivo principal da nossa análise é utilizar e compreender como o fenômeno migratório realizado pelos personagens principais Ranulpho (João Miguel) e Johann (Peter Ketnath), podem ser observados como fator comum de aproximação e reconstrução de identidades entre as realidades distintas e conflitantes dos personagens a partir de seus históricos e memórias . Geografizar as cenas através dos componentes estéticos do filme, nos permitem a construção de imaginários que alimentam sonhos e desejos de sobrevivência, onde vemos cada personagem criando sua geografia, ou melhor, a sua geograficidade, conceito desenvolvido por Eric Dardel e base para as nossas discussões e observação sobre o comportamento dos personagens. Aproximando esse ensaio do debate geográfico, escolhemos trabalhar com o conceito de Paisagem, categoria esta que  nos trará diferentes olhares para sustentarmos nossa discussão  e ainda que existam raízes sólidas e concretas de produção bibliográfica sobre o tema, sempre é possível uma nova perspectiva de análise como aponta Claval (2004), argumentando para tal afirmação que a imaginação é constitutiva na experiência geográfica, sendo o homem o único  ser capaz de falar sobre locais que nunca viram ou que também não existam dando ao mundo uma “dimensão poética” .Nesse viés, a paisagem é explorada pela composição estética da obra, onde nosso intuito é enfatizar em específico, como a paisagem narra as diferentes relações construídas pela ação migratória dos personagens, expondo a capacidade de orientar a movimentação dos personagens, bem como suscitar o desejo do imaginários por paisagens imaginadas, idealizadas no futuro, que argumentamos em aproximação com o conceito de “Novos Horizontes” articulado por Xavier (2014) em defesa de um espaço não vivido, mas percebido e em conotação com a imaginação. Para isso, a base metodológica que trazemos é  a condição fenomenológica da percepção, desenvolvida pelas ideias de Merleau-Ponty (1999) que alimenta essa afirmação e sustenta a proposta deste ensaio, pois busca valorizar os sentidos humanos como caráter principal da sua contribuição na fenomenologia e suas interpretações dos sujeitos inseridos no mundo e sua importância como o principal meio das suas relações de vida. Interagindo com a metodologia usada e as discussões da  geografia humanista-cultural, Eric Dardel, Jean-Marc Besse, Michel Collot, Marandola Jr, Paul Claval entre outros irão conceber elementos subjetivos, sensoriais e cognitivos na relação humana com o espaço do sertão nordestino, espaço esse que oferece o contorno da trama de Marcelo Gomes e lugar de observação das vivências nas paisagens que queremos explorar, contribuindo com a construção de diferentes“geograficidades”, ao abordamos no capítulo 02 o Nordeste como região e o surgimento do termo sertão, o sertão de Glauber Rocha pela sua estética da fome e o sertão que condiciona as relações de vida e decisões tomadas por Ranulpho e Johann. 



MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1613566 - CRISTIANE CARDOSO
Interno - 2141297 - MARCIO RUFINO SILVA
Externo à Instituição - TIAGO VIEIRA CAVALCANTE - UFC
Notícia cadastrada em: 17/11/2023 16:17
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node2.ufrrj.br.producao2i1