GEOGRAFIAS LÉSBICAS REVELADAS: A CONEXÃO ENTRE ESPAÇO, CORPO, COTIDIANO E IDENTIDADE SEXUAL.
Geografias afrolésbicas; corpo; espaço
As geografias lésbicas é uma vertente dos estudos geográficos que utilizaremos para discorrer sobre as sexualidades postas espacialmente e os desdobramentos que insurgem de corpos não heteronormativos e dissidentes. Entende-se por geografias lésbicas as temáticas que diz respeito a onde e como vivem, trabalham e têm lazer indivíduos que: se identificam como; reivindicam o termo; ou podem ser vistos como lésbicas, na intenção de investigar como essas pessoas se encontram em determinados lugares, se relacionam nos espaços públicos, tem acesso livre ou restrito as cidades e também como elas negociam os lugares onde não são bem-vindas; são sujeitas a abusos e opressões e onde elas se sentem inseguras ou vulneráveis. Assim, esta pesquisa tem por objetivo visibilizar o debate feito dentro da geografia sobre a relação das mulheres lésbicas e a questão espacial a partir da produção teórica das geógrafas anglófonas Gil Valentine e Kath Browne; localizar espacialmente as dinâmicas de resistência de mulheres lésbicas no Rio de Janeiro. Embora existam importantes contribuições nacionais de geógrafas, como Joseli Maria Silva, a geografia brasileira se aproxima timidamente dessa temática, e mais ainda de mulheres lésbicas e negras, por isso, objetiva-se também: Compreender o protagonismo de mulheres negras e lésbicas na construção de espaços seguros para mulheres no Rio de Janeiro.