Múltiplos Territórios: A sobreposição de múltiplas vivências na Baixada Fluminense
Baixada Fluminense; desvalorização territorial; Unidades de Conservação; Educação Ambiental
A Baixada Fluminense (BF) é um território composto por uma rede de complexos agentes e ações que a constroem e reconstroem continuamente, agentes estes que inclusive formulam e reformulam a representação deste território. Segundo Tavares (2007) “falar da Baixada Fluminense é se apropriar de uma categoria carregada de significados de múltiplas construções discursivas. São inúmeras Baixadas que, na verdade, se referem a uma Baixada, primeiramente, de cunho geográfico.”, mesmo com inúmeras facetas e configurações que se esbarram em um mesmo espaço, a BF, ainda é vista por um mesmo prisma: o de desvalorizada. Portanto, esta pesquisa de dissertação se justifica e se baliza no sentido de deixar explícito quais são os rumos que trouxeram essa visão negativa a este território e buscar caminhos possíveis para a valorização deste através de uma de suas grandes potencialidades: as áreas verdes, no caso desta pesquisa nos focamos em Unidades de conservação, pois torna-se importante tornar visível as potencialidades da Baixada para que isto contribua com a construção de uma nova representação territorial, e nesta pesquisa, acredita-se que um dos caminhos para isto é justamente a pesquisa científica. Nesse sentido, o objetivo geral desta pesquisa se baseia em: Analisar como o processo de territorialização da Baixada Fluminense se deu de modo a torná-la desvalorizada. Os principais conceitos trabalhados serão: Território, Baixada Fluminense, Unidades de Conservação e Educação Ambiental; dentre os autores trabalhados nesta presente dissertação podemos citar: Haesbaert (2014), Santos (2001), Raffestin (1993) e Foucault (1999). Na metodologia desta pesquisa, de cunho qualitativo, trabalhada mais de uma metodologia que contará com o método dialético e o fenomenológico para dialogar com os recursos metodológicos que consistem em: 1) levantamentos teóricos conceituais, 2) entrevistas e 3) trabalhos de campo em Unidades de Conservação. Desta forma procura-se compreender como a trajetória historiográfica da BF se deu de modo a desvaloriza-la e encontrar na educação ambiental um possível impulsionador de suas potencialidades. Pensando nas Unidades de Conservação como foco das potencialidades ambientais da BF será trabalhado posteriormente como estas se relacionam com o território e como podem contribuir para um novo vislumbre da Baixada.