UM ESTUDO SOBRE A BRANQUITUDE NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA DA
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
Branquitude; Territórios hegemônicos; Negritude; Geografia.
Este estudo propõe uma investigação sobre a presença e os efeitos da
branquitude nos cursos de graduação e pós-graduação em Geografia na
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). A pesquisa busca atingir
como a branquitude, historicamente associada a posições de poder e privilégio, se
manifesta no cotidiano acadêmico, moldando relações, práticas e conhecimentos
produzidos nessa instituição.
A pesquisa se justifica pela necessidade de desvelar as estruturas de poder
que naturalizam a branquitude no espaço acadêmico, muitas vezes camufladas
sobre o discurso de mérito e imparcialidade. Ao analisar a composição racial de
docentes e discentes, as dinâmicas de relações de poder, como a orientações entre
alunos(as/es) e professores(as), a competição por notas, e a própria organização
curricular, a pesquisa pretende investigar como a branquitude influencia a produção
do conhecimento geográfico e a formação de futuros docentes e pós-graduados.
A partir de entrevistas com a comunidade acadêmica e de uma análise teórica
sobre a branquitude, raça, e territórios hegemônicos, busca-se compreender como a
geografia, enquanto campo de conhecimento, tem sido utilizada para legitimar e
reproduzir desigualdades raciais. Ao "geografizar" a discussão sobre a branquitude,
a pesquisa contribuirá para uma reflexão crítica sobre esses espaços e territórios
construídos e sustentados pelas estruturas de poder da branquitude, especialmente
no contexto da universidade pública, localizada em um região periférica e negra no
estado do Rio de Janeiro.