Banca de QUALIFICAÇÃO: JULIANA RODRIGUES PAIM

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JULIANA RODRIGUES PAIM
DATA : 11/12/2025
HORA: 09:30
LOCAL: Instituto de Geociências
TÍTULO:

MAPEAMENTO E ANÁLISE DOS FLUXOS LÍQUIDOS DE CO₂ EQUIVALENTE: UMA AVALIAÇÃO SOCIOAMBIENTAL NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO (RJ)


PALAVRAS-CHAVES:

Área-sumidouro de GEE; Mudanças climáticas; Indicadores socioambientais; Racismo ambiental; Justiça Climática.


PÁGINAS: 70
RESUMO:

As mudanças climáticas representam um dos maiores desafios socioambientais contemporâneos, impulsionadas pelo aumento das concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa (GEE). O dióxido de carbono equivalente (CO₂e) se destaca como indicador padronizador ao agregar CO₂, CH₄ e N₂O. Assim, esta pesquisa analisa a relação entre a distribuição espacial dos fluxos líquidos de CO₂e e variáveis socioambientais e socioeconômicas no município do Rio de Janeiro (2001-2024), identificando áreas-sumidouro e áreas-fonte e caracterizando suas condições socioeconômicas, de modo a investigar como padrões de remoção e emissão se articulam às desigualdades existentes na área de estudo. A investigação integra dados geoespaciais de emissões, remoções e fluxo líquido obtidos na plataforma Global Forest Watch, combinados a variáveis do IBGE (Censo 2022), MapBiomas e imagens Landsat, permitindo análises de correlação estatística e de dependência espacial por meio do Índice de Moran global e local (LISA), além da quantificação territorial realizada via Spatial Join e testes ANOVA, processados em ambiente SIG, com a intuito de avaliar desigualdades associadas a renda, densidade populacional e raça/cor. Os resultados preliminares indicam que, entre 2001 e 2024, as maiores remoções brutas concentram-se na zona Oeste, especialmente em Guaratiba (33,49 a 84,39 Mg/ha) e Santa Cruz, enquanto os menores valores (0,15 a 6,12 Mg/ha) ocorrem nos topos dos maciços da Tijuca, Pedra Branca e Mendanha; já as emissões brutas são pontuais e registram valores entre 4,30 e 1.966,58 Mg/ha, destacando-se em Campo Grande e bordas do Maciço da Pedra Branca. O fluxo líquido confirma os principais sumidouros na zona Oeste: Guaratiba (valores de até -84,39 Mg/ha) e Santa Cruz, além das bordas dos maciços, que apresentam valores entre -35,16 a -6,33 Mg/ha. Nas regiões mais urbanizadas da zona Norte e Centro prevalecem áreas sem dados ou pontos isolados de emissão. De modo geral, os principais sumidouros concentram-se em áreas com elevada densidade de vegetação, enquanto as maiores emissões se localizam em regiões de expansão urbana e supressão vegetal. Espera-se que, ao avançar para as etapas finais, as análises espaciais e estatísticas aprofundem a compreensão dos vínculos entre fluxos de carbono e indicadores socioeconômicos, permitindo revelar padrões espaciais de desigualdade ambiental. Pretende-se que a identificação de correlações significativas entre emissões, remoções e variáveis como renda, densidade populacional e raça/cor contribua para evidenciar possíveis configurações de racismo ambiental e injustiça climática no município.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1452626 - ANDREWS JOSE DE LUCENA
Interno - 1766120 - GUSTAVO MOTA DE SOUSA
Externa à Instituição - LIZ BARRETO COELHO BELÉM - UFRJ
Externo à Instituição - Max Wendell Batista dos Anjos - UFJF
Notícia cadastrada em: 08/12/2025 11:06
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node3.ufrrj.br.producao3i1