Análise das zonas vulneráveis à pressões antrópicas da Reserva Biológica do Tinguá - RJ
Vulnerabilidade. Rebio Tinguá. Legislação Ambiental
As unidades de conservação são espaços protegidos que estão sobre constante pressão possuindo um histórico intimamente ligado impactos ambientais. Como também são de suma importância para preservação de grandes fragmentos florestais como é o caso da Reserva Biológica do Tinguá, que junto com outras unidades de conservação formam o Mosaico da Mata Atlântica Central-Fluminense e do Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar.O objetivo deste estudo é analisar áreas vulneráveis por pressões antrópicas por meio do uso das geotecnologias e registros de infrações no âmbito da Reserva Biológica do Tinguá, como também na sua Zona de Amortecimento. Desta forma, contribuir com a construção de uma análise através da construção de um mapeamento das zonas vulneráveis à pressões antrópicas. Os conceitos norteadores do estudo abordam paisagem, unidade de proteção integral, legislações ambientais vigentes, que serviram de base para utilização técnicas de estatística espacial, geoprocessamento, sensoriamento remoto e métrica de paisagem. A metodologia tornou possível a avaliação das áreas nos limites da Reserva Biológica do Tinguá, sendo possível obter a percepção que as zonas com pressões antrópicas se distribuem majoritariamente nas bordas, próximas à zona de amortecimento e vias que servem para operação dos empreendimentos, de utilidade pública, no interior da Reserva. O mapeamento foi validado é apontou valores percentuais de 63% e 23% para a probabilidade média e alta da área, respectivamente, delimitadas como área vulnerável à ocorrer um novo auto.