Banca de DEFESA: VICTOR PEREIRA DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VICTOR PEREIRA DE SOUSA
DATA : 21/11/2022
HORA: 13:00
LOCAL: IM sala 107 bloco da pós-graduação
TÍTULO:

Espaço Corporificado: Uma perspectiva Queer em fractal sobre a Geografia da escola

 

SOUSA, Victor. Espaço corporificado: uma perspectiva queer em fractal sobre a geografia da escola. Dissertação (Mestrado em Geografia). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Nova Iguaçu, 2022.

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

Espaço escolar; Diferença; Corpo; Fractalidade; Monstruosidade queer.


PÁGINAS: 200
RESUMO:

Nos últimos anos, nós podemos acompanhar uma multiplicação de pesquisas em Geografia, nas quais o corpo é considerado um elemento-chave principalmente por causa da contribuição dada à ciência geográfica pelas Geografias Feministas. Portanto, estamos diante da busca do que tem sido chamado de Geografia corporificada. Nesse contexto, as mais diferentes existências reivindicam seus direitos e experiências e possibilitam uma discussão mais ampla e complexa sobre a estratégica invisibilidade promovida por séculos pela epistemologia geográfica hegemônica, desses corpos considerados desviantes das normas de regulação da sociedade. Mas, e o espaço? Onde entra nessa discussão toda? Partindo dessa inquietação, a presente pesquisa busca pensar em um espaço que seja corporificado, levando em consideração três processos de suma importância: o processo de produção espacial, de produção do corpo e de produção da diferença, que reverberam nos diferentes modos de existência e de produção da vida. Aqui, a diferença é entendida como um eco, não apelando para a exterioridade nem para os limites da visão e o corpo é assumido como não limitado por suas fronteiras físicas, possibilitando que uma outra forma de insurgir ao mundo seja possível. Para tanto, o principal aporte teórico que conduz esta pesquisa está fundamentado no pensamento radical negro da feminista Denise Ferreira da Silva. Duvidando do método, a presente pesquisa foi construída por meio de uma forma ensaística em que o próprio autor compõe sua empiria, entrelaçando histórias de sua trajetória de vida com a complexidade de teorizações trazidas ao longo do texto. Reconhecendo que o espaço corporificado não se restringe ao corpo humano e nem a um espaço específico, as problematizações levantadas giram em torno do espaço escolar e dos corpos que vibram nesse espaço. Nesses corpos, há uma monstruosidade queer que é capaz de possibilitar o imageamento de um outro mundo possível. Assim, a fractalidade assume um papel fundamental para se pensar questões de gênero, sexualidades, geopolítica, raça e classe. [ALdO1] [ALdO2] Quando associada aos estudos queer, a fractalidade torna possível desestabilizar, interrogar e perturbar tais concepções. Além disso, a pesquisa também busca refletir sobre a importância de que o trabalho com a diferença na escola seja feito com uma diferença sem separabilidade. Portanto, corporificar o espaço escolar é uma forma de entender a escola por outras perspectivas que não a reduzam somente a um espaço de violência.  Essa problematização se constrói ao longo de toda a pesquisa por meio de uma perspectiva queer em fractal sobre a geografia da escola, oportunizando pensarmos o espaço escolar como um problema geográfico.

 

 

 

 

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1657619 - ANITA LOUREIRO DE OLIVEIRA
Interna - 1946744 - ROBERTA CARVALHO ARRUZZO
Externa à Instituição - ANA CLÁUDIA CARVALHO GIORDANI
Externo à Instituição - THIAGO RANNIERY MOREIRA DE OLIVEIRA
Notícia cadastrada em: 25/11/2022 13:48
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