Travessia da Serra Fina e os desafios para o uso público
Geocologia da paisagem - Ecologia da Recreação - Uso Público - Unidade de Conservação - Impactos ambientais
A presente pesquisa procura verificar e analisar um cenário desafiador para o uso público da APA da Serra da Mantiqueira, no setor da Serra Fina. Num cenário de montanhas, rochas, nascentes, campos de atitude e florestas de neblina, são perceptíveis/visíveis os impacto sobre os recursos naturais, decorrente do uso da travessia da Serra Fina e na trilha da via do Paiolinho, localizadas em uma unidade de conservação de uso sustentável. Montanhas singulares, belezas cênicas, paisagens panorâmicas, patrimônio geológico, berço das águas, relíquia ecológica, hotspot de biodiversidade, serviços ecossistêmicos, são alguns dos adjetivos da Serra Fina. Infelizmente, o uso descontrolado das trilhas, aliada a falta de recursos para planejamento e gestão da unidade, são fatores determinantes para os impactos. Por se tratar de uma área com pouca pesquisa, principalmente nesta temática, este levantamento servirá como uma espécie de inventário dos impactos nas trilhas. Está sendo empregada uma metodologia adaptada as características e singularidades das trilhas e foi dividida em três enfoques: a unidade de conservação, instrumentos legais e dados existentes, os impactos observáveis em campo, inspirado nas metodologias LAC - Limits of Acceptable Change (1985), VIM - Visitor Impact Management (1990) e MIV - Manejo de Impactos da Visitação (ICMBio, 2011) e um terceiro enfoque, na experiência do visitante, mensurada através da aplicação de um questionário quanto a percepção dos impactos e ao comportamento dos usuários. Os dados obtidos e levantados em campo serão modelados com o auxílio das geotecnologia. Esta modelagem procurou caracterizar espacialmente os diferentes tipos de impactos, identificar os locais mais impactados e quanto esses impactos afetam a experiência do visitante. Os resultados apontam para a necessidade de monitoramento e fiscalização, assim como de sensibilização dos usuários, indicando as áreas de intervenção imediata, assim como contribuem para o planejamento e gestão da unidade, com especial enfase para a ecologia da recreação.