O jovem e o espaço vivido: diferentes representações, identificações e ações sobre a favela Nova Brasília, Complexo do Alemão, Rio de Janeiro (RJ)
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Um olhar sobre uma favela pode ter diversos pontos de vista. Por muito tempo prevaleceu o olhar outsider nas observações e no planejamento de políticas públicas para essas localidades, ou seja, a visão de quem está de fora da favela. Esta forma de olhar esses territórios podem deixar de revelar a grandeza das relações que surgem a todo momento dentro delas. Por muitas vezes, esse olhar outsider pode passar por preconceituoso, de acordo com a visão do senso comum ou as fontes midiáticas. Esta pesquisa revela a visão insider do jovem morador da favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro/RJ. Com todo o cuidado de não romantizar o território das favelas, e compreendendo o seu espaço como um território de ausências, o jovem morador da Nova Brasília apresenta uma nova perspectiva sobre o que é viver dentro da favela. A relação desses jovens e as lideranças comunitárias e representatividades da própria favela são pontos de partida para que o jovem estabeleça o seu papel como percursos de grandes transformações em sua comunidade, inclusive em tempos da pandemia de SARS-COV 19 nos anos de 2020 e 2021.