RESSIGNIFICAÇÃO DO LARGO DA FORCA - DA VIOLÊNCIA PÚBLICA AO MEMORIAL MANOEL CONGO EM VASSOURAS
Memorial Manoel Congo; memória negra; patrimônio cultural; escravização; Vassouras.
Esta pesquisa analisa a transformação do antigo Largo da Forca, em Vassouras/RJ, no atual Memorial Manoel Congo, considerando as disputas de memória, os critérios de seleção patrimonial e os limites do reconhecimento institucional da presença negra na cidade. O estudo examina a função do pelourinho, do cortejo da morte e das execuções públicas no século XIX, relacionando esses elementos à organização urbana e ao controle da população escravizada. Analisa também o tombamento do conjunto histórico de Vassouras, realizado em 1958, e a delimitação de seu entorno, regulamentada em 1986, destacando a permanência do memorial fora da área protegida. A pesquisa aborda ainda sua construção, em 1996, seus usos culturais e comemorativos e a tentativa de tombamento federal iniciada em 1999. De natureza qualitativa, utiliza pesquisa bibliográfica e documental para compreender como o espaço foi ressignificado e incorporado, de forma parcial, às políticas de memória e às narrativas oficiais do município.