ESTUDO DAS AÇÕES ANSIOLÍTICA E ANTIDEPRESSIVA DE ÓLEO ESSENCIAL DE Schinus molle L.
transtornos de humor, plantas medicinais, sedação
Transtornos de ansiedade e depressão estão entre os transtornos mentais de maior prevalência na população, afetando milhares de pessoas no mundo. A medicina popular, uma prática muito antiga, faz o uso de diversas plantas com a finalidade de se tratar doenças que acometem o homem. Com o passar dos anos houve um grande avanço nos estudos de plantas medicinais para se obter novos compostos com propriedades terapêuticas. Schinus molle L., planta pertencente à família Anacardiaceae, é popularmente conhecida como aroeira. Além de apresentar ampla gama de atividades biológicas, seu extrato etanólico e hexânico demonstraram possuir efeito antidepressivo. O objetivo deste projeto foi avaliar as ações do tipo ansiolítica e antidepressiva do óleo essencial das folhas de Schinus molle L (OEFS) em modelos animais. No teste do campo aberto (CA), OEFS na concentração de 100mg/kg reduziu o número de quadrantes percorridos (OES100 = 19,1 ± 6,2 vs. CT = 71,4 ± 3,3) assim como o número de rearings (OES100 = 1 ± 0,5 vs. CT = 22,5 ± 10,5). No teste da barra giratória, o OESF não apresentou diferença significativa no tempo de permanência na barra e número de quedas. No teste do sono induzido por etomidato, OESF100 apresentou aumento no tempo de recuperação total do sono em relação ao grupo controle (OES100 = 162,2 ± 14,9 vs. CT = 97,4 ± 7,3 s). Para avaliar possível efeito ansiolítico, as doses de 25 e 50mg/kg de OEFS foram utilizadas no teste do labirinto em cruz elevado (LCE) e no teste de esconder esferas (TEE). No LCE, o OEFS não apresentou diferença significativa em nenhum dos parâmetros analisados (porcentagem de tempo nos braços abertos e porcentagem de entradas nos braços abertos). No TEE, OEFS não reduziu o número de esferas escondidas em relação ao grupo controle. Para avaliação de um possível efeito antidepressivo do OEFS, foi realizado o teste do nado forçado (NF). O OEFS não reduziu o tempo de imobilidade em nenhuma das doses testadas (25, e 50mg/kg). O pré-tratamento com flumazenil não foi capaz de reverter a redução da atividade locomotora e exploratória do animal no CA causada pelo OEFS100, demosntrando que o efeito depressor não é mediado pelo sítio benzodiazepínico do receptor GABAA. Estudos complementares são necessários para uma investigação mais aprofundada sobre seu efeito sedativo, assim como uma melhor exploração do perfil farmacológico desta planta.