Modelagem unidimensional do fluxo térmico em bacias sedimentares a partir de corpos ígneos intrusivos.
O entendimento sobre os recursos energéticos, renováveis ou não, é imprescindível para a manutenção da sociedade. A persistência na utilização de combustíveis fósseis em diversos segmentos da atividade humana implica na maior procura por hidrocarbonetos, bem como no aperfeiçoamento das técnicas exploratórias. O melhor entendimento dos sistemas petrolíferos e das suas peculiaridades em diferentes bacias sedimentares depende, dentre outros parâmetros, do fluxo térmico. A presença ou não de corpos magmáticos tem implicações diretas para as variações no fluxo térmico de bacias sedimentares. O programa Magma 1D foi desenvolvido com o objetivo de simular de forma mais precisa a difusão de calor em bacias sedimentares a partir de corpos magmáticos. A Bacia de Santos é uma das principais bacias sedimentares localizadas na margem continental brasileira, se estendendo por uma ampla região que abrange quatro estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro (Freitas et al., 2019). Ela está situada, principalmente, sobre o Platô de São Paulo e é limitada ao nordeste pelo Alto Estrutural de Cabo Frio, que a separa da Bacia de Campos, e ao sul pelo Alto Estrutural de Florianópolis, que a separa da Bacia de Pelotas (Moreira et al., 2007).