Banca de DEFESA: LEILANE SOUZA SCRIBELK

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LEILANE SOUZA SCRIBELK
DATA : 22/12/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Departamento de Petrologia e Geotectônica
TÍTULO:

Modelos petrogenéticos e geodinâmicos para o
magmatismo da fase pós-rifte da Bacia de Santos


PALAVRAS-CHAVES:

Bacia de Santos, magmatismo pós-rifte, geodinâmica


PÁGINAS: 104
RESUMO:

Seis seções de rochas magmáticas intercaladas com coquinas foram amostradas ao longo da
perfuração do poço X na Bacia de Santos. Amostras laterais destas seções magmáticas foram
estudadas por meio de uma metodologia dividida em três etapas principais: análise de perfil
composto, petrografia e litogeoquímica. As seções magmáticas foram interpretadas como uma
sucessão de derrames de basaltos alcalinos miaskíticos, o que implica em contemporaneidade
com as coquinas da megasequência pós-rifte da Bacia de Santos. A modelagem geoquímica
mostrou que os basaltos das diferentes seções não são cogenéticos por processos de
diferenciação, à exceção da seção basal, o que indica que os derrames foram extravasados a
partir de diferentes centros emissores. Modelos de fusão parcial em equilíbrio modal mostraram
que magmas parentais podem ser gerados a partir de diferentes quantidades de fusão parcial a
partir de uma mesma fonte fértil na zona de estabilidade da granada. No entanto, isto só seria
possível considerando-se os extremos do espectro de fusão parcial necessário à formação de
magmas basálticos alcalinos. Por isso, a derivação a partir de fontes distintas deve ser uma
possibilidade a ser considerada na petrogênese dos basaltos alcalinos estudados. Modelos de
mistura binária mostram que nem o manto litosférico subcontinental nem o manto empobrecido
contribuíram para a petrogênese desses basaltos alcalinos. Os dados litogeoquímicos indicam
um papel para a fusão da cauda da pluma de Tristão da Cunha. Em conjunto, a petrogênese dos
basaltos alcalinos permite elaborar um modelo geodinâmico para o magmatismo pós-rifte da
Bacia de Santos em que a cauda da pluma de Tristão da Cunha funde sob uma crosta continental
muito afinada. Esta crosta não consegue sustentar câmaras magmáticas de longo tempo de
residência, tornando improvável a assimilação crustal concomitante à cristalização fracionada
dos magmas parentais. Os modelos petrogenéticos e geodinâmico implicam numa Moho
elevada e posicionamento da Bacia de Santos sobre um manto anomalamente aquecido durante
o Aptiano. Os dados petrofísicos de perfis do poço foram avaliados qualitativamente com o
objetivo de associá-los às características petrográficas (composicionais, texturais e estruturais)
das rochas amostradas pelo poço. Diferentes valores de raios gama, resistividade, sônico,
porosidade de nêutrons e densidade aparente podem estar associadas principalmente às
variações estruturais, tais como brechação e tamanhos e quantidades (ou ausência) de
amígdalas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANDERSON COSTA DOS SANTOS
Interno - 1648928 - ARTUR CORVAL VIEIRA
Presidente - 387109 - SERGIO DE CASTRO VALENTE
Notícia cadastrada em: 17/12/2022 14:47
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