O auxílio emergencial e seu papel de contenção da crise econômica no Estado do Rio de Janeiro em meio a pandemia do COVID 19
Auxílio emergencial; Crise fiscal; Rio de Janeiro; Covid-19
Devido à coexistência forçada com o vírus o isolamento social demostra um indicativo de enfrentamento ao vírus, sendo altamente debatida se relacionada com a pressão econômica que advém do isolamento social, como fechamento de comércios, industrias e serviços. Este artigo tenta estabelecer alguma relação entre o isolamento social e o a contaminação do Covid 19. Estimou-se o impacto do auxílio emergencial sobre a economia fluminense, tanto a nível setorial quanto agregado. A partir das matrizes insumo-produto para o Estado do Rio de Janeiro para o ano de 2015 estimou-se os impactos diretos e indiretos do auxílio sobre o PIB. Em 2020, a atividade econômica do Rio de Janeiro caiu 3.8%, apresentando a segunda maior queda da série histórica, superada apenas em 2016 (-4.4%). Neste sentido, a principal contribuição deste trabalho foi de evidenciar a importância do auxílio emergencial na manutenção da renda e consumo das famílias, além constatar a queda do PIB fluminense de 2020, caso o auxílio emergencial fosse retirado do consumo das famílias, seria de - 1.42%, indicando que a retração do PIB do Estado seria bem pior do que foi, ou seja, uma queda de 5.22%, maior do que a última a série de 2016.