Humanidades Digitais, Turismo e Inovação Disruptiva: Uma análise sobre a Airbnb na cidade do Rio de Janeiro
Humanidades Digitais, Geografia, Economia compartilhada, Airbnb, Rio de Janeiro.
A ideia de se compartilhar serviços de hospedagem tendo como intermediária principal a plataforma digital Airbnb possui um grande apelo discursivo sobre a possibilidade de se proporcionar ao turista uma experiência mais personalizada, autêntica e genuína do cotidiano das cidades visitadas. A chamada economia do compartilhamento tem se aproveitado com relativo sucesso do potencial de interação global no mundo digital possibilitado pela disseminação da internet, para propor um modelo de negócio considerado totalmente disruptivo. Pensando nos caminhos teórico-metodológicos que a relação entre Humanidades Digitais e Geografia possibilitam para a conformação de uma análise temática crítica, nos propusemos a avaliar se, para o caso da cidade do Rio de Janeiro, principal porta de entrada de turistas do Brasil e maior destino turístico de lazer do país, a lógica de compartilhamento de unidades residenciais para fins turísticos, de fato potencializa um reequilíbrio espacial disruptivo na oferta de serviços para o turismo nessa urbe, historicamente caracterizada por índices alarmantes de concentração econômica em sua Zona Sul. O desenvolvimento da dissertação se baseia em pesquisa exploratória quali-quantitativa procedimentalmente estruturada a partir de revisão bibliográfica e documental multidisciplinar mesclada com análise e interpretação crítica dos dados visando trazer um panorama geral sobre os assuntos relacionados à temática, aprofundando a discussão sobre o perfil do fenômeno na área de estudo. Esperamos, ao fim da pesquisa, ter trabalhado com a real dimensão do fenômeno de disrupção econômica, espacial e jurídica que a economia do compartilhamento pode causar onde as empresas do setor se instalam; esperamos ainda ter sucesso em uma discussão de aprofundamento teórico sobre a natureza das Humanidades Digitais enquanto campo do saber e área do conhecimento científico, além de avaliar como a relação entre desenvolvimento tecnológico e produção do conhecimento em humanidades podem se desenvolver sob uma lógica não excludente.