CPGACS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA (CIÊNCIAS DO SOLO) INSTITUTO DE AGRONOMIA Telefone/Ramal: Não informado

Banca de QUALIFICAÇÃO: GABRIELLA FRANCISCO PEREIRA BORGES DE OLIVEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GABRIELLA FRANCISCO PEREIRA BORGES DE OLIVEIRA
DATA : 18/12/2020
HORA: 14:00
LOCAL: vídeo conferência
TÍTULO:

Influência do Lithothamnium calcareum na dinâmica dos herbicidas atrazina e S-metolacloro no solo e na absorção de nutrientes pela cultura do milho


PALAVRAS-CHAVES:

calagem; sorção; lixiviação, persistência; pré-emergentes


PÁGINAS: 30
RESUMO:

As plantas daninhas podem causar prejuízos econômicos consideráveis, porque interferem nas áreas de cultivo através da competição com a cultura de interesse por água, luz e nutrientes, bem como hospedando pragas e doenças e dificultando a colheita. Os herbicidas correspondem ao principal método de controle de plantas daninhas em comparação aos demais, como o mecânico, o físico e o cultural, aliando eficiência, rapidez e menor custo. Para a cultura do milho, os herbicidas atrazina e S-metolacloro são amplamente recomendados no controle de plantas daninhas, atuando na inibição do fotossistema II e na inibição da síntese de ácidos nucleicos e proteínas, respectivamente. De forma geral, os herbicidas tornam-se sujeitos à ocorrência de diferentes processos ao serem aplicados no ambiente, como sorção/dessorção, degradação química e biológica, escoamento superficial, lixiviação, fotólise, absorção pelas plantas e volatilização. Esses fenômenos são fortemente influenciados pelas práticas de manejo, características do solo, condições climáticas e propriedades físico-químicas dos herbicidas. A calagem é uma prática comum de manejo nas áreas de cultivo e pode alterar a dinâmica dos herbicidas no solo. Nessa prática, geralmente, são utilizados calcários dolomítico e magnesiano, trazendo efeitos positivos, como o aumento significativo nos teores cálcio e magnésio na matéria seca das folhas e a maior produção de grãos. A alga marinha denominada Lithothamnium calcareum apresenta-se como uma alternativa aos produtos tradicionais, sendo composta, principalmente, por carbonato de cálcio depositado em forma de cristal hexagonal romboédrico de calcita entre paredes celulares e, em menor quantidade, por carbonato de magnésio e outros minerais. Nesse contexto, o objetivo do trabalho é elucidar a influência do Lithothamnium calcareum na dinâmica dos herbicidas atrazina e S-metolacloro, considerando, principalmente, os processos de sorção, lixiviação e persistência no solo; bem como na absorção de cálcio e magnésio pela cultura do milho. Os experimentos serão desenvolvidos em área experimental e laboratórios da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. No total, serão realizados dois pré-ensaios e quatro experimentos principais. O primeiro pré-ensaio consiste na determinação das quantidades de calcário dolomítico e Lithothamnium calcareum necessárias para atingir três diferentes níveis de pH, enquanto o segundo consiste na determinação das plantas bioindicadoras mais adequadas para detectar a presença dos herbicidas atrazina e S-metolacloro no solo. O experimento 1 corresponderá à análise de absorção de nutrientes pelas plantas de milho e não haverá utilização de herbicidas. Serão sete tratamentos correspondentes às fontes de cálcio, utilizando as quantidades de calcário dolomítico e Lithothamnium calcareum pré-definidas e solo sem fonte adicional de cálcio, a fim de verificar se há diferença na absorção de nutrientes pelas plantas de milho. Posteriormente, utilizando a condição comum de máxima absorção entre as duas fontes de cálcio, serão considerados três experimentos para cada herbicida. O experimento 2 corresponderá ao bioensaio de sorção, o experimento 3 à lixiviação e o experimento 4 à determinação da persistência no solo. O experimento 2 será conduzido em vasos utilizando dois substratos para determinação da curva-resposta de sorção: solo e areia lavada, considerada substrato inerte, bem como as plantas bioindicadoras. Os fatores serão a fonte de cálcio e magnésio e as doses dos herbicidas. O experimento 3 será arranjado em parcelas subdivididas, sendo as parcelas correspondentes à fonte de cálcio e as subparcelas às profundidades de coleta das amostras de solo nas colunas de PVC, de forma a verificar a capacidade dos herbicidas em percolarem no solo. O experimento 4 terá como fatores as fontes de cálcio e os tempos de coleta de solo, com adição das testemunhas, sendo as amostras coletadas dos vasos armazenadas em freezer para análises posteriores. Os experimentos 3 e 4 serão avaliados de forma qualitativa, através da utilização de plantas bioindicadoras, e quantitativa por cromatografia líquida de alta eficiência. As plantas bioindicadoras serão avaliadas periodicamente quanto à fitotixicidade e, após a coleta aos 28 dias após a emergência, serão realizadas análises de massa seca de parte aérea, massa seca de raiz e altura de parte aérea. Os dados serão submetidos à análise de variância (p< 0,05) e, posteriormente, serão realizados teste de média ou análise de regressão, quando pertinentes. Nesse sentido, espera-se demonstrar as diferenças quanto aos processos de absorção de nutrientes das plantas de milho, bem como de sorção, lixiviação e persistência dos herbicidas atrazina e S-metolacloro em função da fonte de cálcio.


MEMBROS DA BANCA:
Externa ao Programa - 2466219 - CAMILA FERREIRA DE PINHO
Externo à Instituição - DANIEL VALADÃO - UFERSA
Presidente - 2213075 - EVERALDO ZONTA
Externo ao Programa - 1282206 - JULIANO BAHIENSE STAFANATO
Notícia cadastrada em: 10/12/2020 15:12
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2021 - UFRN - sig-node4.ufrrj.br.producao4i1