CPGACS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA (CIÊNCIAS DO SOLO) INSTITUTO DE AGRONOMIA Telefone/Ramal: Não informado

Banca de DEFESA: CARLOS WAGNER RODRIGUES DO NASCIMENTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CARLOS WAGNER RODRIGUES DO NASCIMENTO
DATA : 14/02/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Sala Marcelo Nunes Camargo, n°24, Departamento de Solos
TÍTULO:

Barras de Ferro como subsídio ao uso do Radar de Penetração do Solo (GPR) com antenas monoestáticas para imageamento de solos


PALAVRAS-CHAVES:

GPR. Barras de ferro. Horizontes do solo


PÁGINAS: 121
RESUMO:

NASCIMENTO, Carlos Wagner Rodrigues do. Barras de Ferro como subsídio ao uso do Radar de Penetração do Solo (GPR) com antenas monoestáticas para imageamento de solos. 2019. 107f. Dissertação (Mestrado em Agronomia, Ciência do Solo), Instituto de Agronomia, Departamento de Solos, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2019.

O Radar de Penetração do Solo (GPR) é uma ferramenta geofísica para o estudo de solos. Porém, a confiabilidade da interpretação dos seus resultados depende da correlação entre os dados geofísicos com os dados coletados em campo. No que se remete ao caso de estudo da espessura de horizontes/camadas de solos, ou mesmo da espessura do solo como um todo, é necessária uma metodologia que consiga coletar a velocidade do pulso magnético no solo para modelar a profundidade do radargrama. Mas, apesar de haver métodos que possibilitam modelar a profundidade, como o Commom Midpoint (CMP), que é um método que apresenta melhor confiabilidade entre as metodologias, não há garantia absoluta da profundidade investigada do alvo devido a diversos fatores, como a presença de ruídos. Além disso, a técnica do CMP é restrita para modelos de GPR com antenas biestáticas. Desta forma, este trabalho investiga em quais condições físicas,  químicas e morfológicas o uso de barras de ferro pode auxiliar na identificação da profundidade de horizontes do solo utilizando o GPR. O estudo foi realizado na Fazendinha Agroecológica Km 47 (Sistema Integrado de Produção Agroecológica - SIPA) que faz parte da Embrapa Agrobiologia, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio) e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Para a realização do trabalho, inseriram-se barras de ferro nas transições dos horizontes em dez perfis de solo expostos em trincheiras (sendo quatro Planossolos Háplicos, um Gleissolo Háplico, três Argissolos Vermelhos, um Argissolo Amarelo e um Cambissolo Háplico) e obtiveram-se imagens com um GPR com duas antenas monoestáticas blindadas (450 e 750 MHz), com posterior processamento dos radargramas. Como resultados, a antena de 450 MHz produziu radargramas mais nítidos que os da antena de 750 MHz, sendo que as hipérboles geradas pelas barras de ferro no radargrama foram mais visíveis nos solos arenosos, especialmente aqueles que possuem transições entre horizontes arenosos para argilosos. Além disso, as barras de ferro puderam ser identificadas em solos argilosos sob condições específicas. A velocidade do pulso magnético teve valores mais constantes ao longo da seção vertical dos radargramas gerados pela antena de 450 MHz quando calculada em solos arenosos do que em solos argilosos, o que pode ter sido causado pela maior nitidez das hipérboles nos solos arenosos. Conclui-se que as barras de ferro são eficientes para a distinção imediata das transições de horizontes com diferença nítida entre propriedades físicas, como é o caso da transição de horizontes arenosos para argilosos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - GUSTAVO DE MATTOS VASQUES - EMBRAPA
Interno - 1060711 - MARCOS GERVASIO PEREIRA
Externo à Instituição - WENCESLAU GERALDES TEIXEIRA - OUTRO
Notícia cadastrada em: 11/02/2019 16:07
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