CPGACS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA (CIÊNCIAS DO SOLO) INSTITUTO DE AGRONOMIA Telefone/Ramal: Não informado

Banca de DEFESA: MARIA EDUARDA PIMENTEL DE MELO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA EDUARDA PIMENTEL DE MELO
DATA : 28/07/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 24
TÍTULO:

Expressão do Gene PtxD em Arroz Confere Vantagem Competitiva sob Suprimento de Fosfito: Uma Abordagem Sustentável para o Controle de Invasoras.


PALAVRAS-CHAVES:

PtxD, Aplicação, Controle


PÁGINAS: 78
RESUMO:

A emergência climática representa um desafio crescente para a sustentabilidade da agricultura mundial, colocando em risco a produtividade de culturas de relevância para o cenário, como o arroz (Oryza sativa L.). A produtividade desse cereal é responsiva a múltiplos estresses bióticos e abióticos, entre os quais se destacam o déficit nutricional e a competição agressiva com espécies daninhas. O fosfito, uma forma reduzida do fosfato, tem recebido crescente atenção desde o final do século XX devido às suas múltiplas funções benéficas no desenvolvimento vegetal, incluindo potencial uso como fonte alternativa de fósforo e ação na defesa contra patógenos. No entanto, a maioria das plantas não possuem a capacidade metabólica para utilizar o fosfito diretamente, tornando-se dependentes da oxidação desse composto pela microbiota do solo para que ele se transforme em fosfato assimilável. Diante disso, a biotecnologia tem investido no desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas capazes de metabolizar o fosfito, principalmente por meio da inserção do gene PtxD, que expressa a enzima responsável pela sua oxidação. O presente estudo teve como objetivo investigar o potencial da tecnologia de aplicação foliar de fosfito tanto na nutrição mineral de plantas transgênicas quanto no controle seletivo de espécies daninhas. Para tanto, utilizaram-se plantas modificadas para a expressão do gene PtxD10.5 em experimentos que avaliaram diferentes doses e espécies daninhas. Inicialmente, foi definido o conjunto de espécies daninhas e a faixa de doses de fosfito a serem testadas. O experimento dose-resposta, que aplicou cinco concentrações crescentes de fosfito em três espécies daninhas, revelou alta sensibilidade do picão-preto (Bidens pilosa) e da buva (Conyza bonariensis) a doses superiores a 500 mM, refletida em alterações significativas tanto nos parâmetros fenotípicos quanto nos fotossintéticos dessas plantas. Por outro lado, a espécie pé-de-galinha (Eleusine indica) não apresentou respostas significativas frente às mesmas condições, indicando tolerância ao fosfito. No experimento definitivo, que combinou diferentes níveis de adubação fosfatada com aplicação foliar de fosfito, a dose de 500 mM demonstrou eficácia na supressão do desenvolvimento do picão-preto sob baixa disponibilidade de fosfato, destacando a capacidade dessa estratégia em manejar plantas invasoras em sistemas de arroz. Além disso, tanto as plantas transgênicas quanto as não-transformadas (WT) mantiveram ou mesmo apresentaram melhorias em seus parâmetros fotossintéticos e fenotípicos, indicando que a aplicação foliar de fosfito pode beneficiar a nutrição mineral das plantas capazes de metabolizá-lo, sem prejuízo para as plantas convencionais. Em síntese, a tecnologia de aplicação foliar de fosfito aliada ao uso de plantas geneticamente modificadas representa uma estratégia promissora para o manejo integrado de plantas daninhas no cultivo do arroz, conciliando eficiência nutricional e controle seletivo, com potencial para contribuir para a sustentabilidade e resiliência dos sistemas agrícolas frente aos desafios climáticos cada vez mais urgentes.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1399485 - ANDRES CALDERIN GARCIA
Presidente - 2626406 - LEANDRO AZEVEDO SANTOS
Externo à Instituição - VINICIUS MIRANDA DE SOUZA - IFRR
Notícia cadastrada em: 24/07/2025 15:49
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