Banca de DEFESA: DAYANA KETRIN SILVA FRANCISCO MADELLA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DAYANA KETRIN SILVA FRANCISCO MADELLA
DATA : 28/05/2024
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/idq-ecti-veu
TÍTULO:

Desenvolvimento de “Embalagem Orgânica” visando aplicabilidade me produtos alimentícios


PALAVRAS-CHAVES:

biodegradabilidade, alimentos orgânicos, plastificantes naturais


PÁGINAS: 122
RESUMO:

O alimento orgânico é aquele que é produzido em um sistema sem produtos químicos que possam vir a causar danos ao meio ambiente e à saúde do consumidor. É fato que atualmente há uma crescente demanda por esses produtos orgânicos, assim a embalagem para esses alimentos consequentemente segue a tendencia, impulsionando pesquisas para o desenvolvimento de materiais biodegradáveis e sustentáveis. Como alternativa para embalagens tradicionais, sugere-se uma “embalagem orgânicos”, que são filmes produzidos com insumos naturais e orgânicos, mantendo um sistema de produção limpo. Buscando matéria-prima que atenda ao conceito, a fécula de mandioca orgânica que é uma fonte de amido de baixo custo, abundante e biodegradável é uma possibilidade promissora, porém se faz necessário que os aditivos também atendam a proposta, como a incorporação de plastificantes naturais e orgânicos. O objetivo do estudo é o desenvolvimento de embalagem orgânica utilizando plastificantes naturais e orgânicos (mel, açúcar mascavo e óleo de coco). Sendo assim, a tese foi dividida em 4 capítulos, onde no Capítulo I foi realizado um levantamento bibliográfico abordado alimentos orgânicos, embalagens alternativas e seus desafios para alimentos. O capítulo II teve como objetivo identificar o contexto e a expectativa de consumo no uso de “embalagens orgânicas” em produtos alimentícios através de aplicação de um questionário. Como resultado, houve uma receptividade positiva de adesão à embalagem orgânica pelos participantes, mesmo com adição de custo ao produto, seguindo à cultura da produção de orgânicos, onde visam redução do impacto ambiental e à saúde do consumidor. O capítulo III teve como objetivo desenvolver e caracterizar materiais orgânicos com diferentes plastificantes naturais (mel, óleo de coco e açúcar orgânico mascavo). A fécula de mandioca foi caracterizada quanto ao teor de amilose e temperatura de gelatinização. Os filmes foram desenvolvidos e caracterizados, sendo o Controle (fécula de mandioca orgânica), T1(Mel), T2 (óleo de coco), T3 (açúcar mascavo), T4 (mel + óleo de coco), T5 (mel + açúcar mascavo), T6 (óleo de coco + açúcar) e T7 (mel+óleo de coco+açúcar mascavo). Através de análise subjetiva, microscópica, umidade, solubilidade, índice de intumescimento, espessura e FTIR os tratamentos T1 e T2 foram selecionados para análise mecânica. Onde T1 mostrou melhores características quanto a resistência à tração, alongamento à ruptura e modulo de Young. Observando que o efeito do melhor plastificante pode ser explicado pela massa molar, onde quanto menor a massa molar, melhor foi a plastificação do filme. O capítulo IV teve como objetivo caracterizar o melhor filme desenvolvido do capítulo III. O mel foi caracterizado quanto ao Hidroximetilfufural (HMF) nas temperaturas ambiente (25º C), 70º C e 50º C. Não extrapolando aos limites estabelecidos pela legislação. Conferindo a possibilidade de utilização do mel nas temperaturas estudadas. Assim, os filmes estudados foram: Controle, A1 (mel a 70º C) e A2 (mel a 50º C). Os filmes apresentaram característica quanto ao teor de compostos fenólicos, contudo não apresentou valores satisfatórios para DPPH e FRAP. Foi observado boa estabilidade térmica, indicando um potencial aumento na durabilidade dos mesmos em diferentes condições de armazenamento e transporte. A biodegradação dos filmes foi evidenciada pela completa degradação em um curto período (45 dias). Durante análise de vida de prateleira por 60 dias, apesar de incremento da umidade, não houve diferença significativa entre o tempo de armazenamento, assim como os parâmetros de cor L*, a* e ΔE. Em b* houve ligeiro aumento de valor positivo, podendo indicar amarelamento do filme. Já nas propriedades mecânicas, o estudo mostrou um incremento do Alongamento à ruptura, tornando filme mais flexível. Logo, a “embalagem orgânica” desenvolvida com mel como plastificante veio a atender as expectativas dos objetivos propostos, tornando-a adequada para embalar produtos alimentícios. Sendo uma solução sustentável e ecologicamente correta, contribuindo para a redução do impacto ambiental e assim atendendo as demandas dos consumidores que visam produtos mais sustentáveis.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.379.796-** - NATHÁLIA RAMOS DE MELO - UFF
Interna - 1524368 - MARIA IVONE MARTINS JACINTHO BARBOSA
Externa à Instituição - TAÍLA VELOSO DE OLIVEIRA - UFV
Externa à Instituição - KAMILA DE OLIVEIRA DO NASCIMENTO - UNIFOA
Externa à Instituição - REGIANE RIBEIRO - UFRJ
Notícia cadastrada em: 27/05/2024 14:22
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