AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO DE LEITE BOVINO NA DIGESTIBILIDADE E ALERGENICIDADE DAS PROTEÍNAS LÁCTEAS
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O Brasil é o quarto maior produtor mundial de leite bovino e o consumo interno de leite e derivados é de 230 litros por habitante por ano, sendo o consumo de leite fluido de 60 litros por habitante por ano. O leite é considerado um alimento proteico de alto valor nutricional, uma vez que as proteínas desse alimento apresentam alto valor biológico, além de ser rico em gorduras e minerais. Já se sabe que as diferentes formas de processamento de leite impactam na ultraestrutura do leite e nas interfaces entre as micelas de gordura e proteínas, impactando na digestão gastrointestinal das mesmas. Ainda, essas modificações estruturais no leite podem levar à uma alteração nas respostas de alergenicidade às proteínas do leite por modificar a exposição dos epítopos proteicos. Dessa forma, esse projeto pretende avaliar leites comercialmente disponíveis, processados por diferentes tecnologias, incluindo a pasteurização, ultrapasteurização e adição ou não de homogeneização, além de avaliar leites com diferentes concentrações de gorduras. Para tanto, o projeto irá analisar a ultraestrutura desses leites usando ferramentas bioquímicas, como técnicas eletroforéticas e cromatográficas e, posteriormente, irá submeter esses leites à simulação do processo de digestão humana, reavaliando os conteúdos digeridos, pelas técnicas citadas, além da bioacessibilidade das mesmas e de seus aminoácidos essenciais no intestino delgado. Por fim, as amostras de leite digeridas serão também avaliadas quanto ao potencial alergênico in vitro, através da técnica de enzima-imunoensaio para caseínas e proteínas do soro de leite. Ao final do projeto, espera-se correlacionar as diferentes formas de processamento de leite no impacto da digestibilidade e alergenicidade das proteínas lácteas, gerando resultados de apoio à inovação para o setor produtivo e para órgãos regulamentadores de políticas públicas.