Encapsulação do óleo essencial de pimenta preta (Piper nigrum L.) por coacervação complexa, utilizando proteínas e alginato de sódio como materiais de parede
biopolímeros, proteínas do soro do leite, interação eletrostática, terpenos, eficiência de encapsulação, estabilidade térmica.
O óleo essencial (OE) de pimenta preta (Piper nigrum L.) é rico em compostos ativos como os terpenos sendo sua aplicação como aditivo alimentar alvo de pesquisas devido as suas atividades antimicrobianas e antioxidantes. Os terpenos, entretanto, são voláteis e quando expostos a certas condições (oxigênio, altas temperaturas, luz, baixos pHs, fluidos gastrointestinais), podem ter o seu potencial biológico reduzido e, nesse sentido, a microencapsulação é uma alternativa na proteção dos OE e seus componentes. Dentre os métodos de microencapsulação, a coacervação complexa apresenta vantagens como baixa concentração de materiais de parede, elevada eficiência de encapsulação, e uma variedade de biopolímeros que podem ser utilizados como materiais de parede. O objetivo deste trabalho foi caracterizar e avaliar a estabilidade do OE de pimenta preta (Piper nigrum L.) e de suas cápsulas formadas por diferentes biopolímeros pela técnica de coacervação complexa. Os biopolímeros e agentes reticulantes utilizados foram eficazes na proteção do OE apresentando elevada eficiência de encapsulação, preservando os principais terpenos presentes na amostra. Adicionalmente, as cápsulas fabricadas com lactoferrina/alginato de sódio e β-lactoglobulina/alginato de sódio preservaram o OE quando expostos a condição oral e gástrica simuladas in vitro. Em alimentos aquosos simulados, ocorreu baixa liberação do OE das microcápsulas de β-lactoglobulina/alginato de sódio. Os resultados obtidos sugerem que os materiais de parede utilizados foram eficientes e podem ser utilizados para encapsular novos ingredientes ativos.