Banca de DEFESA: VANESSA SALES DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VANESSA SALES DE OLIVEIRA
DATA : 21/05/2018
HORA: 13:30
LOCAL: UFRRJ-Depto de solos
TÍTULO:
 
 
 
Efeito protetor do fruto da aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi) sobre a oxidação lipídica em sistemas modelo contendo óleo de sardinhas (Sardinella brasilliensis)

PALAVRAS-CHAVES:


Palavras-chave: frutos da aroeira, atividade antioxidante, óxidos de colesterol.


PÁGINAS: 158
RESUMO:

Pescado e produtos de pescado são constantemente caracterizados como funcionais devido ao elevado teor de ácidos graxos poli-insaturados, entretanto, contêm concentrações apreciáveis de colesterol. Assim, elevadas temperaturas acarretam a degradação destes compostos e formação de compostos oxidados, comprometendo a qualidade nutricional e a segurança destes alimentos. Desta forma, torna-se imprescindível a busca por fontes alternativas de antioxidantes naturais que minimizam os processos termo-oxidativos e atendem a demanda por alimentos isentos de aditivos sintéticos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito protetor dos frutos da aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi) em dois níveis de adição (0,2% e 0,5%) frente à oxidação lipídica em sistemas modelo contendo óleo de sardinhas aquecido a diferentes temperaturas ( 150°C e 180°C), além do controle. Os frutos foram previamente caracterizados apresentando relevante potencial nutricional. Determinou-se a presença de ácidos graxos essenciais e compostos bioativos e a atividade antioxidante foi constatada por meio de analises in vitro e in vivo. Para determinação da oxidação lipídica, identificou-se a formação de espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBA) e as alterações na composição dos ácidos graxos e colesterol, quantificando-se a formação de produtos da oxidação do colesterol (POCs). O aquecimento acarretou a queda do conteúdo de ácidos graxos poli- insaturados e o aumento do teor de substâncias reativas ao TBA e POCs. O conteúdo de ácidos graxos poli-insaturados foi reduzido em aproximadamente 7 e 23% nas amostras sem a dição de antioxidantes aquecidas a 150 e 180°C, respectivamente. Entretanto, a adição dos frutos da aroeira foi efetiva comparando-se as amostras adicionadas de 100 ppm de BHT (butilhidroxitolueno), protegendo os lipídios dos processos oxidativos. A 180°C, foi observada a redução do conteúdo total de POCs de 577,5 ± 0,26 μg/g de amostra para 441,9 ± 0,35, nas amostras adicionadas dos frutos da aroeira (0,5%). Apesar do antioxidante sintético ter apresentado ação protetora mais significativa nas condições avaliadas, embora o mesmo tenha sido empregado na concentração limite permitida pela legislação, o efeito protetor exibido pelos frutos da aroeira sugere o emprego dos mesmos como antioxidantes naturais em detrimento aos sintéticos, ajudando a preservar os aspectos nutricionais e disponibilizando alimentos seguros isentos de c ompostos deletérios a saúde.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2563412 - TATIANA SALDANHA
Externo ao Programa - 1177598 - ROSANE NORA CASTRO
Externo à Instituição - GENI RODRIGUES SAMPAIO - USP
Notícia cadastrada em: 14/05/2018 11:55
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