Uso de bevacizumab emsolução tópica no tratamento de lesões oculares hemangiomatosas, ceratite pigmentar e granuloma cicatricial na córnea de cães
Oftalmologia, bevacizumab, antiangiogênese, neovascularização
A córnea é a estrutura mais externa do olho. A sua transparência e avascularidade são vitais para uma visão normal. É mantida ativamente pela expressão de fatores antiangiogênicos e antilinfangiogênicos. A neovascularização corneana é proveniente de doenças inflamatórias, infecciosas, degenerativas e traumáticas. O fator de crescimento endotelial vascular (VEGF- vascular endothelialgrowthfactor) proporciona a migração e proliferação das células vasculares endoteliais e consequente formação de pequenos vasos como parte do processo de cicatricial. O bevacizumabatua no bloqueio de VEGF-A e inibe o crescimento de novos vasos sanguíneos. Acorticoterapiae o uso de imunomoduladores são escolhas terapêuticas na prática clínica, mas nem sempre são eficazes. Nesse trabalhoforam incluídos 34 cães, independente de sexo e raça,com idade entre 1 e 14 anos, diagnosticados com afecções oftálmicas que cursam com neovascularização corneana, tais como: ceratoconjuntivite seca, ceratite pigmentar,granuloma cicatricial e outras lesões hemangiomatosas. Esses cãesforam divididos em 4grupos deaté 20olhos cada (G1 - bevacizumab; G2 –corticoterapia,G3 – imunomoduladores e G4–corticoide + imunomodulador).O bevacizumabserá utilizado em forma de solução tópica (2,5mg/ml), 2 vezes ao dia, por até 4 meses. A eficácia foi avaliada de forma comparativa com a corticoterapia e o uso de imunomoduladores, através de exames oftálmicos criteriosos e periódicos. Mediante as limitações do estudo, sendo recrutado cães com neovascularização corneana não padronizada e com duração de tratamento diferente para cada caso, o uso de bevacizumab tópico mostrou-se uma forma terapêutica eficaz na redução da vascularização corneana, assim como o uso da corticoterapia tópica.