AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DA DENSITOMETRIA ÓSSEA EM GATOS COM DOENÇA RENAL CRÔNICA
radiologia, felinos, nefropatia, mineral.
DUARTE, Rodrigo Pereira da Costa. Avaliação radiográfica da densitometria óssea em gatos com doença renal crônica. 2024. 13p. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária). Instituto de Veterinária, Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária - Patologia e Ciências Clínicas, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2024. A doença renal crônica causa a diminuição da taxa de filtração glomerular (TFG) e o consequente desequilíbrio do metabolismo mineral de fósforo, cálcio e magnésio. A hiperfosfatemia resultante deste processo causa o aumento da produção fator de crescimento fibroblástico 23 (FGF-23), o aumento da síntese do paratormônio (PTH) pela paratireoide e a diminuição do calcitriol circulante. Desse modo, o distúrbio mineral ósseo é uma consequência inevitável da progressão da DRC, com uma prevalência de 84% em gatos com DRC espontânea e em 100% dos casos de gatos com DRC em estágio final. O aumento sérico do PTH e do FGF-23 resultam na reabsorção óssea por meio da ativação dos osteoclastos, causando um desbalanço no processo de remodelamento ósseo e a consequente diminuição da sua qualidade, processo denominado osteodistrofia renal. Dentre os métodos de avaliação da qualidade e densidade óssea estão a microscopia ótica, diferentes testes mecânicos, a absortometria radiológica de dupla energia e a microtomografia computadorizada de alta resolução. Contudo, estes métodos diagnósticos são pouco acessíveis na medicina veterinária e, por vezes, invasivos. Por este motivo o presente trabalho propõe a avaliação da densidade óssea femoral em gatos portadores de doença renal crônica utilizando-se a densitometria óptica pela técnica da radiografia digital associada à um penetrômetro.