Diagnóstico imuno-histoquímico da raiva bovina no Setor de Anatomia Patológica da UFRRJ (1953-2018)
Palavras-chaves: raiva, bovinos, diagnóstico, sistema nervoso central e imuno-histoquímica.
Resumo
A raiva é uma doença infecciosa que afeta o sistema nervoso e acomete mamíferos, causada por um vírus do gênero Lyssavirus. É uma das doenças mais frequentes em bovinos e uma das zoonoses de maior importância em saúde pública. A distribuição da raiva é mundial. No Brasil, a doença é endêmica e há diferenças regionais conforme o ecossistema, portanto justifica-se conhecer a dinâmica da doença em cada região geográfica do país. A raiva causa enormes prejuízos econômicos na pecuária nacional devido a morte de bovinos. Com o aumento no rebanho de bovinos por uma maior necessidade na oferta de alimentos, aumenta a importância de estudos sobre o diagnóstico de raiva. O diagnóstico é importante para a saúde dos rebanhos e para a saúde pública, pois a raiva possui sinais clínicos muito semelhantes a outras enfermidades que afetam o sistema nervoso. Com esse propósito, algumas técnicas têm sido utilizadas para a realização do diagnóstico da raiva, como a imuno-histoquímica. Ela tem se mostrado efetiva em trabalhos recentes, que apontam sua eficácia como técnica alternativa para o diagnóstico em casos de amostras fixadas em formol. Esse projeto propõe realizar um estudo retrospectivo da raiva na espécie bovina nos arquivos do Setor de Anatomia Patológica (SAP) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) dentre os anos de 1953 a 2018. Afim de reunir dados clínico-epidemiológicos e patológicos desta enfermidade e confirmar os casos positivos para a doença através da técnica de imuno-histoquímica (IHQ). Com esse objetivo, serão utilizados os laudos de necropsia, nos quais dados como o histórico, a descrição das lesões e os exames complementares utilizados para confirmação do diagnóstico serão verificados. Além disso, lâminas e blocos parafinados de materiais coletados de necropsias desses casos, serão reavaliados histologicamente pela Hematoxilina e Eosina e serão testados através da técnica de imuno-histoquímica utilizando-se um anticorpo primário policlonal (anti-rabies polyclonal Chemicon #5199). Amostras do sistema nervoso central de casos de raiva bovina confirmado por imunofluorescência direta, inoculação intracerebral em camundongo e IHQ serão utilizadas como controle positivo.