Estudo da variabilidade da frequência cardíaca por meio da eletrocardiografia contínua (holter) em cães portadores da síndrome do braquicefálico, antes e após rinoplastia
Doença das vias aéreas. Síndrome do braquicefálico. Balanço autonômico. Cães.
Filho, Mário dos Santos. Estudo da variabilidade da frequência cardíaca por meio da eletrocardiografia contínua (holter) em cães portadores da síndrome do braquicefálico, antes e após rinoplastia. 2019. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária, Patologia e Ciências Clínicas). Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2019.
As raças braquicefálicas estão cada vez mais presentes nos lares. O cruzamento destas raças na intenção de alcançar caracteres específicos como, focinhos mais curtos, possibilitou características anatômicas maléficas obstrutivas das vias aéreas superiores, que em conjunto formam a síndrome do cão braquicefálico. Algumas das alterações encontradas nestes animais são o palato mole alongado e a estenose das narinas. Estes cães apresentam índice de tônus vasovagal maior que cães não braquicefálicos. O processo obstrutivo de vias aéreas superiores prejudica o trabalho inspiratório reduzindo a inibição parassimpática normal desta fase do ciclo respiratório. Além disso, sabe-se que durante períodos de repouso, a predominância do estímulo vagal pode resultar em grandes pausas entre os batimentos cardíacos, observada principalmente durante o sono, que também pode ser exacerbada nas raças braquicefálicas. Este aumento do tônus parassimpático reflete em aumento da variabilidade da freqüência cardíaca (VFC). A eletrocardiografia contínua possibilita a avaliação da VFC (conjunto de variação na frequência cardíaca ao longo do tempo), indicando a modulação autonômica do coração. Sendo assim, o estudo da VFC nas raças braquicefálicas, antes e após a correção cirúrgica da estenose de narinas poderá trazer à luz do conhecimento o excesso da estimulação parassimpática no que tange a ocorrência de bradiarritmias e suas consequências clinicas, e a possibilidade de melhora do balanceamento autonômico após o tratamento, aumentando a qualidade e expectativa de vida destes pacientes.