OCORRÊNCIA DE Dirofilaria immitis (Leidy, 1856) EM DIFERENTES ESPÉCIES DE ANIMAIS SELVAGENS NA REGIÃO METROPOLITANA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Animais selvagens, dirofilariose, imunocromatografia
Barbosa, Karen Denise da Silva Macambira. Ocorrência de Dirofilaria immitis (leidy, 1856) em diferentes espécies de animais selvagens na região metropolitana do estado do Rio de Janeiro 2021. 18p. Projeto de Pesquisa (Mestrado em Medicina Veterinária – Patologia e Ciências Clínicas). Instituto de Veterinária, Departamento de Medicina e Cirurgia Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2021.
A dirofilariose é uma doença causada pelo nematódeo Dirofilaria immitis, parasita altamente disseminado pelo mundo, com alta prevalência em regiões tropicais e transmitida por mosquitos do gênero Culex, Aedes e Anopheles. Os vermes habitam as artérias pulmonares e lado direito do coração, ocasionando alterações cardiovasculares e em parênquima pulmonar. O diagnóstico é feito pela detecção de antígenos de fêmeas adultas e pela pesquisa de microfilárias em amostras de sangue. A ecodopplercardiografia pode ser diagnóstico ao se visualizarem vermes adultos, porém assim como a radiografia torácica, são mais utilizados para avaliação e mensuração das repercussões da doença. A dirofilariose tem como hospedeiros definitivos canídeos domésticos e selvagens, porem diversas espécies podem ser acometidas como felinos, leões marinhos, mustelídeos, roedores e, raramente, os seres humanos. Todas estas espécies podem não ser hospedeiros definitivos para D. immitis e os efeitos deste parasita na saúde e ecologia ainda não são claras para muitas destas espécies, bem como da possibilidade do potencial reservatório destes animais. O Rio de Janeiro constitui um estado brasileiro endêmico para a doença, e a enorme quantidade de animais reservatórios é um risco e aumenta a probabilidade da transmissão da doença em espécies menos comumente acometidas. Assim, o objetivo deste trabalho é determinar a ocorrência de dirofilariose em carnívoros selvagens oriundos de atendimentos do Bioparque do Rio, centro de triagem de animais silvestres (CETAS) Seropédica, centro de recuperação de animais silvagens (CRAS) da universidade Estácio de Sá e do setor de animais selvagens da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Serão coletadas amostras de sangue pesquisa de antígenos de D. immitis e de microfilárias. Nos animais positivos será realizado ecodopplercardiograma para avaliação das repercussões cardíacas provocadas pela doença.