Inclusão e Acessibilidade: Concepções de Servidores da UFRRJ sobre a Deficiência
Deficiência, educação superior, capacitismo, barreiras atitudinais
Diferentes pesquisas têm evidenciado que uma das principais dificuldades enfrentadas pelas instituições de educação superior no processo de inclusão do estudante com deficiência, concentram-se nas barreiras atitudinais apresentadas pelos servidores que atuam nestes espaços. Estes resultados indicam ainda, que a atuação de cursos de formação continuada, que busquem a sensibilização destes profissionais para às questões relativas a acessibilidade e inclusão neste nível de ensino, são estratégias profícuas para traspor as barreiras atitudinais que limitam a inclusão da pessoa com deficiência na educação superior. Diante deste panorama, esta tese investigou as concepções dos servidores da UFRRJ sobre a deficiência, compreendendo que as concepções sobre esta condição podem potencializar ou dirimir as barreiras atitudinais que se colocam frente a deficiência na sociedade. Evidenciamos este debate, conjecturando que as concepções sobre a deficiência, cunhadas nas ideologias capacitistas, ainda hoje estruturam e consolidam ações e atitudes que determinam o lugar das pessoas com deficiência nos diferentes espaços da sociedade. Sob esta ótica, esta pesquisa foi desenvolvida a partir do curso de formação continuada Inclusão e Acessibilidade no Ensino Superior, uma formação profissional direcionada aos servidores da UFRRJ sobre acessibilidade e inclusão, tendo como objetivo analisar as concepções dos servidores sobre a deficiência ao longo do curso de formação. Intencionamos com este estudo investigar se as ações encaminhadas pela atividade formativa, propiciaram uma sensibilização e transformação nas concepções dos servidores, que contribuam para dirimir as barreiras atitudinais que obstaculizam a inclusão das pessoas com deficiência na UFRRJ e fortaleçam a cultura anticapacitista na instituição. Ressalta-se que esta pesquisa foi desenvolvida por meio da metodologia da pesquisa-ação qualitativa em diálogo com a abordagem Histórico-Cultural e os resultados revelaram que a tese enunciada foi evidenciada, uma vez que a formação propiciou transformações nas concepções dos servidores da UFRRJ sobre a deficiência, possibilitando reflexões que contribuirão para a constituição de uma cultura anticapacitista na universidade.