Banca de DEFESA: BEATRIZ GUIMARÃES DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BEATRIZ GUIMARÃES DOS SANTOS
DATA : 01/09/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Instituto Multidisciplinar - Bloco Multimídia - Sala 309
TÍTULO:

O cinema negro feminino de Yasmin Thayná enquanto decolonialidade afro-brasileira no currículo de Licenciatura em História


PALAVRAS-CHAVES:

Movimento Negro; Decolonialidade Afro-Brasileira; Cinema Negro Feminino; Ensino de História.


PÁGINAS: 132
RESUMO:

Esta pesquisa parte da necessidade de pensar outras possibilidades para o Ensino de História e para a formação docente, especialmente no que se refere à educação para as relações étnico-raciais e à construção de práticas pedagógicas e currículos antirracistas. Tem como objetivo compreender de que maneira o cinema negro feminino de Yasmin Thayná pode ser utilizado como fonte histórica e contribuir para a construção de práticas pedagógicas decoloniais na formação de estudantes de Licenciatura em História. O percurso da pesquisa é atravessado pelas experiências da autora e pelas contribuições do Movimento Negro, em diálogo com a decolonialidade afro-brasileira e o olhar opositor de bell hooks. A partir desses referenciais, compreendemos que a produção de conhecimentos também pode emergir das experiências, memórias, corporeidades e narrativas de sujeitos negros historicamente silenciados pelo epistemicídio. Nesse horizonte, o cinema negro feminino de Yasmin Thayná é compreendido como espaço de memória, enunciação e produção de conhecimentos históricos, capaz de tensionar narrativas hegemônicas e abrir caminhos para outras formas de olhar, sentir e narrar a História. Metodologicamente, a pesquisa articula a Análise Criativa, de Alain Bergala (2008) e Escrevivência de Conceição (2020), considerando as experiências, vivências, as escolhas estéticas, sonoras, corporais e narrativas das obras como elementos que podem ser interrogados historicamente. Dessa forma, foram analisados os filmes Kbela (2015), A vida é urgente (2020) e Virgínia e Adelaide (2024), buscando compreender como suas imagens e narrativas possibilitam a reelaboração de conhecimentos curriculares. Além disso, a pesquisa também propôs encontros formativos com estudantes de Licenciatura em História campus Nova Iguaçu da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e demais interessados, onde pudemos discutir as obras em diálogo com textos de referencias do feminismo negro. Realizamos ainda algumas atividades de análise e produções de exercícios cinematográficos, como o Minuto Lumière e o Filme-Haikai. As experiências e falas dos participantes evidenciaram deslocamentos no olhar e a construção de conhecimentos relacionados às desigualdades raciais, ancestralidade, identidade, racismo ambiental e reconhecimento de sujeitos negros como produtores de conhecimentos. Os exercícios cinematográficos possibilitaram que os estudantes experimentassem o lugar de criadores de narrativas, transformando suas experiências em audiovisualidades atravessadas por suas vivências. Os resultados apontaram que o cinema negro feminino de Yasmin Thayná pode contribuir para o Ensino de História não apenas pela inserção de novas temáticas, mas por provocar deslocamentos na própria maneira de produzir, conhecimento histórico. Compreendido como fonte histórica e prática epistemológica, o cinema de Yasmin Thayná possibilita tensionar currículos marcados pela colonialidade e ampliar práticas pedagógicas decoloniais e antirracistas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1410642 - FABIO JOSE PAZ DA ROSA
Interna - 1460741 - ALESSANDRA PIO SILVA
Interno - 1223059 - RAFAEL DOS SANTOS LAZARO
Externa à Instituição - JANAÍNA PEREIRA DE OLIVEIRA - IFRJ
Notícia cadastrada em: 31/08/2026 10:13
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node1.ufrrj.br.producao1i1