TORNANDO-SE UMA MÃE AZUL: SOBRE A CONSTRUÇÃO DA MATERNIDADE E O
TEA (Transtorno do Espectro Autista)
TEA; Cuidado; Família
Nesta dissertação, proponho uma investigação sobre a vivência das mães de crianças diagnosticadas
com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em uma Organização Não Governamental (ONG)
localizada no bairro de Campo Grande, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. O foco da pesquisa
é conduzir uma abordagem etnográfica virtual (feita em tempos de pandemia de Covid-19),
envolvendo mães com idades entre 18 e 50 anos, cujos filhos possuam idades compreendidas entre 1
e 10 anos, nas áreas de espera e nos espaços destinados ao entretenimento e terapias na mencionada
ONG dedicada a mães de crianças com autismo. A pesquisa busca compreender a narrativa materna
por meio da oralidade e da observação participante, focalizando mulheres que frequentam a ONG
"Estrelinha Azul" junto de seus filhos. Como mãe de um filho com TEA, minha participação na pesquisa traz a dimensão de ser afetada, destacando como nossas subjetividades são entrelaçadas nas discussões de gênero e raça/etnia. Com essa análise de pesquisa, permite uma abordagem sensível em relação aos desafios enfrentados pelas mães na jornada de criar e apoiar crianças com Transtorno do Espectro Autista.