Mulheres negras, famílias e trabalho subalterno
Mulheres negras, famílias, trabalho subalterno, interseccionalidade.
Este trabalho pretende tratar da realidade social de mulheres negras, com recorte no
trabalho subalterno e sua relação com processos de subjetivação no interior da
família. Analisa-se para além do racismo e machismo estruturais que condicionam
vidas de mulheres negras, buscando observar como a instituição familiar pode
internalizar e reproduzir eixos de subordinação na socialização dos sujeitos,
contribuindo com o seu assujeitamento não só no contexto da família, mas também
em outras relações sociais e no mundo do trabalho. Para tanto, parte-se de uma
pesquisa etnográfica, centrada na análise de histórias de vidas de três mulheres
negras de Rio das Ostras, com idade entre 55 e 69 anos, que possuem em sua
trajetória relação com o trabalho doméstico, função que, historicamente, é
associada à subordinação de gênero, raça e classe. Esta dissertação, portanto, apoia-
se epistemologicamente na teoria crítica do feminismo negro, na teoria decolonial e
interseccional.