Representantes da centro-esquerda e esquerda no legislativo e
executivo municipal do interior do estado do Rio de Janeiro;
trajetória, ações e coerência partidária/ideológica, nos últimos 20
anos.
ideologia; partidos políticos; coerência; vereador; prefeito;
interior do Rio de Janeiro
O saber popular convencionalmente diz que legendas, ou seja, partidos políticos em eleições municipais,
nas cidades fora dos grandes polos e das capitais, são legendas de aluguel. Indivíduos que querem
participar do jogo político simplesmente se inscrevem nesses por obrigação, e seguindo orientação outro
que não os próprios valores fundacionais e estatutários dos próprios partidos. Se isso for uma verdade, o
que acontece com os partidos da esquerda e centro-esquerda? Partidos que muitas vezes se intitulam como
agrupamentos para além das eleições, mas para a mudança estrutural da sociedade e do sistema. E nos
municípios com menor número de pessoas, consequentemente de eleitores, do estado do Rio de Janeiro -
que concentra aproximadamente 75% em 10-11 municípios? Será que o saber popular se mantém? Será,
sequer, que esses partidos (PCdoB, PDT, PPS/Cidadania, PSB, PSOL, PT, PV, REDE) elegem nas
menores localidades de um estado? Vamos olhar, na lupa, quem são esses vereadores eleitos,
prefeitos/vices lançados e eleitos e analisar se suas movimentações possuem coerência com os estatutos
dos partidos detentores das cadeiras políticas que ocupam, tanto em seu histórico de migração de
mandatos, como ações qualitativas diversas. Neste trabalho discutiremos as teorias por trás de partidos
políticos, ideologias, espectros ideológicos políticos, para no fim entender, através do recorte de fôlego
dos possuidores de mandato municipal como sendo os pilares mais visíveis de disseminação das ideias de
um estatuto, nas 26 cidades menos populosas do Rio de Janeiro, se os partidos do lado esquerdo da
balança nacional estão realmente preocupados com o enraizamento direto de seus valores, nesses espaços
em que o número de eleitores não é tão atrativo.