Entre silêncios e camuflagens: o eterno performar de mulheres autistas
Etnografia, gênero, estudos sobre deficiência, autismo
O trabalho que desenvolvo tem como objetivo investigar impacto do diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em mulheres e meninas autistas, dando ênfase às dificuldades atravessadas por
esse grupo ao que se refere à desigualdade de gênero que influencia esse processo. A
pesquisa busca revelar as implicações sociais e pessoais do diagnóstico tardio, destacando
como o TEA foi, ao longo dos anos, subdiagnosticado em indivíduos do sexo feminino,
uma vez que suas manifestações costumam ser mais sutis somado à estratégia de
camuflagem (masking), que é mais comum entre as mulheres. A pesquisa leva em
consideração também as interseccionalidades de classe, raça e deficiência, que
influenciam a percepção e o acesso ao diagnóstico, contribuindo para a invisibilidade do
autismo feminino. A dissertação utiliza uma abordagem qualitativa e quantitativa,
utilizando métodos etnográficos e análises estatísticas, com o objetivo de compreender
como as mulheres autistas vivenciam o processo diagnóstico e as consequências desse
atraso em suas vidas.