Vozes Negras em Territórios Periféricos: ativismo e intelectualidade na zona oeste
do Rio de Janeiro
Coletivos, ativismo, feminismo negro, negritude, territórios periféricos, Zona
Oeste
A tese proposta sob o título de “Vozes Negras em Territórios Periféricos: ativismo e
intelectualidade na zona oeste do Rio de janeiro” tem como objetivo analisar uma rede de
discursos produzidos por agentes pertencentes a movimentos sociais atuantes na zona oeste do
Rio de janeiro - região geograficamente distante do Centro da cidade e marcada pela ausência ou
insuficiência das Políticas Públicas em diversos âmbitos – visando analisar essas múltiplas
manifestações enquanto produtos da intelectualidade orgânica negra e periférica da cidade. O
tema da pesquisa é a identidade negra enquanto autodefinição e estratégia de luta, nas formas
discursivas em que essas identidades aparecem e seus objetivos políticos são pretendidos. O
problema da pesquisa gira em torno da ação intensa dos coletivos na zona oeste, principalmente
aqueles protagonizados por mulheres negras. A negritude é compreendida como autoafirmação
existencial, rejeitando imagens de controle limitantes, e como meio de convergência para buscar
soluções para múltiplas demandas. A metodologia utilizada combina observação participante,
entrevistas em profundidade, análise de textos publicados em livros, artigos e redes sociais e
análise de oralidades via vídeos publicados em plataformas digitais. Os coletivos recortados são
os seguintes: Mariamas (1), A Coletiva Popular de Mulheres da Zona Oeste (2); O Movimento
Mundial de Mulheres Reais (3); O Centro de Difusão de Culturas Negras – O CEDICUN (4).