Recuperando fábricas, memórias e repertórios: estudo sobre a Cooperativa de Produção de
Parafuso do Rio de Janeiro.
Memória Operária, Cooperativismo, Trabalho.
O empenho dessa pesquisa começa na experiência de derrota, os protagonistas são trabalhadores e
trabalhadoras, o cenário, a Baixada Fluminense, cidade Duque de Caxias - RJ. Caracterizar uma derrota
pode ter um tom heroico carregado de aprendizados capazes de salvar da desesperança, pode uma
derrota ser momentânea, mas aqui derrota é substantivo feminino que traduz o espaço percorrido ou
por percorrer, é a produção de caminhos diante das possibilidades e imprevisibilidades. Em 10 de janeiro
de 1996 é criada a Cooperativa de Produção de Parafuso do Rio de Janeiro, quarenta e dois homens e
duas mulheres que tinham em comum o desemprego e um processo trabalhista, a empreitada durou
dezenove anos e acabou em 2005. Buscou-se revisitar e reconstruir essa memória operária, partindo do
trabalhador enquanto sujeito portador de uma memória situada e experimentada na luta de classe, a fim
de pensar acerca da ação e resistência da classe trabalhadora diante das transmutações da sociedade
salarial.