MULHERES E COMUNIDADES TERAPÊUTICAS: A VIVÊNCIA
DE CORPOS NA CIRCULAÇÃO ENTRE ACOLHIMENTO, CONTROLE E
ABUSO
Comunidades Terapêuticas; trajetórias; circulação; mulheres; violência; margens; controle
A presente pesquisa aborda trajetórias de mulheres que tiveram suas vidas, de alguma forma,
marcadas pelo contato com Comunidades Terapêuticas. Partindo da observação das iniciativas de
controle, do acionamento de categorias morais, espirituais e religiosas, busca compreender a
construção dessas subjetividades a partir e apesar dos processos de disciplinarização, dentro e fora
desses espaços, em um movimento de “desmembrar” essa rede de circulação (MALLART, 2017) de
vidas. Pensando nas mulheres a partir das margens e reconhecendo a linha tênue entre acolhimento,
controle e abuso enquanto constituintes dessas instituições, a discussão se dá em torno dos saldos
dessas experiências nas memórias e corpos dessas mulheres.